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“Prêmio Dalcídio Jurandir 2019” é apresentado a escritores paraenses no estande da Ioepa
30/08/2019

“Prêmio Dalcídio Jurandir 2019” é apresentado a escritores paraenses no estande da Ioepa

Em uma cerimônia simples, mas carregada de significado, a Imprensa Oficial do Estado (Ioepa) apresentou na noite desta quinta (29) no estande da Imprensa Oficial do Estado (Ioepa) o edital “Prêmio Literário Dalcídio Jurandir 2019”, que vai premiar obras literárias inéditas sobre a cultura e a literatura paraense. Todas as informações foram detalhadas a escritores, autoridades e outros convidados pelo assessor Moisés Alves, integrante da equipe de coordenação da editora pública da Ioepa e responsável pela elaboração do edital.O “Prêmio Literário Dalcídio Jurandir 2019” é o primeiro da linha de editais públicos de publicações que a editora do governo do Estado, por meio da Imprensa Oficial, está lançando a partir da instituição do decreto do governador Helder Barbalho sobre a Política de Edições e Publicações. O documento foi assinado na abertura da 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, no último sábado (24), no Hangar.Moisés Alves ressaltou que a Imprensa Oficial procurou estabelecer uma política de publicações de livros, revistas, jornais, e-books e cartilhas para todo o Estado do Pará. “A gente inaugura um tempo de valorização da literatura paraense. Estamos muito felizes porque passamos a atender a um apelo que ouvimos muito em todas as viagens que fizemos pelos municípios paraenses: ‘tudo é muito centrado na capital; nós somos invisíveis’. Isso começa a mudar a partir deste lançamento”, informou Moisés Alves.O presidente da Ioepa, Jorge Panzera destacou a importância do edital para o atual momento do governo do Pará. “A missão da Ioepa, dentro do direcionamento da política governamental, é dar voz a todos os grupos sociais, principalmente aos que têm voz esquecida ou abafada. O edital é um passo nesse caminho da democratização de acesso; dá chance a todos porque é uma concorrência pública, com recursos públicos que abrangem as 12 regiões do Pará. É um primeiro passo, que parece pequeno, mas é o começo de um projeto que pretende crescer e se tornar referência na produção literária paraense”, definiu Panzera.O escritor e jornalista Edvaldo Pereira, de Santarém, irá lançar seu primeiro livro, “Terra Preta”, pela Ioepa nesta sexta (30) e esteve presente no lançamento do “Prêmio Literário Dalcídio Jurandir 2019”. Muito feliz por participar da cerimônia do edital, ele destacou a importância da iniciativa. “O edital é de extrema importância para quem é do mundo das letras, quem produz literatura. Principalmente quem está fora do eixo da capital, da região metropolitana. O Estado é muito grande e o prêmio tem o objetivo de abarcar as regiões mais distantes e privilegiar as produções de quem está escrevendo no interior do Pará”, disseIntegração - O “Prêmio Literário Dalcídio Jurandir 2019” visa incentivar a publicação de obras de escritores de todas as regiões de integração do Estado: Araguaia, Baixo Amazonas, Carajás, Guajará, Guamá, Lago de Tucuruí, Marajó, Rio Caeté, Rio Capim, Tapajós, Tocantins, Xingu.Serão premiadas até 13 obras literárias nesta edição, sendo 12 obras em prosa de cada uma região de integração do estado e uma obra que selecionará até 10 poemas de cada região. As obras serão lançadas na 24ª edição da Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, em 2020. A editora da Imprensa Oficial do Estado ficará responsável pela edição e impressão do material.No total, serão impressos 600 exemplares de cada título, sendo que 70% será dividido entre os autores das obras e 30% será de responsabilidade da Imprensa Oficial, destinados à divulgação institucional, doação às bibliotecas públicas e para fins comerciais. Todas as obras terão formato tradicional: 15,5 x 21,5 cm (fechado), 31 x 21,5 (aberto), com capa em policromia, miolo em preto e branco e orelhas de oito centímetros.Seleção - Os candidatos ao Prêmio Literário Dalcídio Jurandir 2019 devem ser maiores de 16 anos e inscrever apenas uma obra literária. Não serão aceitas inscrições de obras que são sejam inéditas ou que tenham recebido patrocínio de qualquer outra instituição pública ou privada.O edital será publicado no Diário Oficial do Estado no dia 16 de setembro, quando estará disponível no site da Imprensa Oficial, no endereço: www.ioepa.com.br. O candidato deve preencher o formulário de inscrição, composto por duas partes (dados do candidato e dados da iniciativa artística), sendo obrigatório o preenchimento digital. O formulário com os dois exemplares dos originais da obra, assim como a cópia do documento de identidade com foto e um currículo do autor, devem ser levados à sede da Imprensa Oficial.A seleção da obra será feita por meio de uma comissão composta por doze membros, constituídas por profissionais de reconhecida atuação na área artística e literária. Entre os critérios de julgamentos, serão avaliados a qualidade técnico-literária, criatividade e originalidade e o conteúdo expressivo e simbólico.Editora - A partir de agora, a editora pública vai trabalhar com a edição e impressão de obras em quatro linhas editoriais. A primeira delas, de publicação de autores e títulos fora do catálogo, foi lançada no último domingo (25) com a reapresentação da obra “Flauta de Bambu”, de Haroldo Maranhão, aos visitantes da 23ª Feira do Livro.Outra linha diz respeito à publicações científicas, acadêmicas e relações interinstitucionais, para valorizar os trabalhos selecionados em parceria com as universidades e instituições. Além da linha editorial de publicações comerciais, que deve atender a publicação e edição mediante pagamento dos serviços com valor de mercado.Mais informações:As informações completas sobre a premiação estarão disponíveis no site da Imprensa Oficial no endereço: www.ioepa.com.br a partir do dia 16 de setembro, quando o edital será publicado no Diário Oficial do Estado. As inscrições estarão abertas de 4 de novembro até 13 de dezembro de 2019 e devem ser feitas presencialmente na sede da Imprensa Oficial, de segunda a sexta, das 8h às 14h, na Travessa do Chaco, 2271, bairro do Marco.Serviço: A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que segue até 1º de setembro no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca. Texto: Ailson Braga e Julie RochaFotos: Thamiris Dias

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Alunos de escolas estaduais apresentam projetos sobre leitura e puberdade
30/08/2019

Alunos de escolas estaduais apresentam projetos sobre leitura e puberdade

Com temas que vão da construção do pensamento ecológico a como lidar com puberdade, as Escolas da Rede Estadual de Ensino realizam apresentações de danças, palestras e exposições no stand da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Ontem (30), as Escolas Estaduais Rui Barbosa e Norma Morhy foram destaque.A Escola Rui Barbosa levou o projeto “Boas Práticas – Puberdade: Sexo Sexualidade na Adolescência, Transformação Corporal, Emocional e Sentimental, a ação visa conscientizar e informar adolescentes sobre como lidar e aceitar as mudanças que estão passando. “O principal objetivo é ajudar a desenvolver os jovens em uma sociedade de múltiplas escolhas”, explica a Diretora da escola Rui Barbosa, Márcia Maia. “Foram ensinados cuidados sobre higiene, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e combate à gravidez na adolescência. É indispensável que nossos jovens recebam esse tipo de apoio e na escola fazemos o possível para que eles recebam esse apoio”, explicou.Já a Escola Norma Morhy expôs o Projeto Boas: Práticas Leitura e Escrita - Alfaletra: Foco no Aprender. Com várias apresentações de danças que representam a história indígena e como eles influenciaram na nossa cultura. A Escola levou seis alunos para fazer essa exposição: três apresentaram a Dança do Índio do Brasil e três exibiram um livro produzido por eles que trata a preservação da natureza, o livro se chama Preservar para Salvar. O professor Ayrton Senna conta que o projeto começou na festa junina da escola. “A escola já tinha um projeto que trata a preservação do meio ambiente, mas foi na apresentação de dança da festa junina que ele feita pela turma do 4º ano que tudo começou”, destacou.A aluna de nove anos Carolaine Oliveira realizou a apresentação “O Canto do Índio do Brasil”, que representa a natureza e o combate à poluição de rios e florestas. Para a mãe da jovem, Raiane Oliveira, o sentimento é de orgulho. “Consigo ver o brilho nos olhos da minha filha, vejo os professores elogiarem e nada me dá mais orgulho”. Explica.Texto: Jéssica Santana Fotos: Rai Pontes(ASCOM Seduc)

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Luê faz show contagiante e com repertório novo na 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes
30/08/2019

Luê faz show contagiante e com repertório novo na 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes

A Arena Externa da 23ª Feira Pan Amazônica do Livro e das Multivozes recebeu a cantora Luê com um show recheado pelas influências eletrônicas de seu mais recente disco, “Ponto de Mira”.Pela primeira vez no palco da Feira, a cantora compartilha a emoção de se apresentar em um evento repleto de vivências. “Nunca houve uma Feira como essa. Dá pra sentir na energia do lugar, com muitos temas importantes, visões e vozes diferentes sendo exaltadas. Estou muito feliz de juntar minha voz a essa história”, disse.A cantora também compartilhou a sensação de subir ao palco em Belém depois de algum tempo sem se apresentar na cidade. “Acho que quando a gente tá no placo surge uma voz que acaba ecoando e as pessoas acabam se identificando, tem uma importância de levar uma palavra e uma mensagem que as pessoas se identifiquem”, revela.A cantora aproveitou o espaço e trouxe uma novidade para o público presente: a apresentação de sua mais nova música “Virou os Oinho Viciei”, com lançamento marcado para esta sexta (30) em todas as plataformas de streaming. “A música fala sobre a liberdade sexual e o prazer, principalmente para nós mulheres”, afirma.Luê destaca ainda que a presença das mulheres na música é algo fundamental “A gente sempre teve aí, são muitas mulheres incríveis na história e eu acho que as pessoas tem muito a aprender com o que a gente tem a dizer”, opina.Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que segue até 1º de setembro no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca. Texto: Gabriel MarquesFoto: Paulo Favacho

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Cantora Keila exalta a mulher periférica no dia das vozes femininas
30/08/2019

Cantora Keila exalta a mulher periférica no dia das vozes femininas

Com ritmos que se misturam e criam um estilo único, a cantora paraense Keila subiu ao palco da Árena Externa na 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes deixando o público enlouquecido pela sonoridade do seu primeiro álbum solo, “Malaka”, lançado no último dia 9 de agosto.O disco perpassa por ideias culturais da periferia e vivências femininas esbanjando criatividade e talento. “Musicalmente eu fiz uma conexão entre o Tecnobrega e outros ritmos de outras periferias. Essas conexões não se limitam apenas ao Brasil. Quando se ouve o disco, se encontra a cultura paraense, mas também percebe que é um disco nacional e que é possível assimilar o ritmo com muita naturalidade”, destaca a cantora.Com homenagens ao tecnobrega dos anos 2000, como na faixa “Endoida”, o disco conta com 10 faixas que se conectam e abraçam diversos ritmos periféricos do Brasil e do mundo. Lançado pela Natura Musical, "Malaka" é considerado pela cantora um projeto que define a própria essência. “É um projeto que vem em meio ao meu encontro, onde eu saio de uma banda e me encontro, descubro quem é a Keila de verdade”, ressalta.Pela primeira vez, a cantora apresenta parte das músicas do novo disco ao vivo na Arena Externa do Hangar. “É a primeira vez que me apresento pro grande público, com músicas que fazem parte do novo disco. Muito importante ter um dia com programação voltada para a voz da mulher em um evento desse tamanhão”, diz.Antes de subir ao palco, Keila deixa um recado para as mulheres que estão atrás de seus sonhos e para os jovens que vivem as realidades das periferias. “O recado que eu deixo para as mulheres é que não deixem de acreditar em si mesmas. Nós somos fortes, mas também precisamos pedir ajuda, nos conectar entre nós, ter sororidade e nos identificar”.“Para a galera da perifa eu sempre digo que o melhor caminho é a arte e o estudo e projetar o seu futuro lá na frente, por mais difícil que seja enxergar esse mundo expandido”, finaliza.Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que segue até 1º de setembro no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca. Texto: Gabriel MarquesFotos: Paulo Favacho 

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Mesa-redonda discute produção literária feminina no Pará
30/08/2019

Mesa-redonda discute produção literária feminina no Pará

A Voz da Mulher na literatura paraense foi tema da mesa-redonda realizada às 16h na Arena Multivozes durante a programação da 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro desta quinta-feira (29). Com a temática do dia voltada para o gênero feminino, as autoras Roberta Spindler (PA) e Giuliana Murakami (PA) falaram sobre seus trabalhos e a perspectiva da mulher como autora no estado.Mediadas por Camila Simões, jornalista e doutoranda em comunicação, as escritoras revelaram ao público um pouco sobre o universo de criação de suas obras. Giuliana falou sobre a Yuka, uma menina de 16 anos que se descobre como uma figura política importante no Japão no livro Guardiões do Império. Na narrativa, a personagem passa por pressões políticas sociais e psicológicas e também pelo gênero. Sobre a influência biográfica, a autora revela: há muito de si em seus personagens. “A Yuka, no início do livro, sou eu. Ela tem muito de mim. Mas, ao longo do livro, ela virou minha mãe. Cada personagem tem um pouco da gente, mas tem muito dos outros também. Duas personagens desse mesmo livro são muito parecidas com duas amigas minhas”, disse a jovem, que já acumula na bagagem 26 livros. Roberta é uma nerd assumida. Adora quadrinhos, games e RPG, e trabalha como editora de vídeos. Roberta falou sobre a importância de dar voz a personagens diferentes. Em “Heróis de Novigrath”, a autora conta que projetou sua crença no trabalho em equipe, na possibilidade de superar as diferenças para alcançar um objetivo em comunidade.“É um jogo de computador que começa a ganhar vida. Cinco adolescentes juntos tentando impedir a invasão do jogo para a nossa realidade. Eu sempre quis trabalhar isso da coletividade”, diz. “Representatividade não é apenas uma modinha ou palavra bonita, ela pode fazer a diferença na vida de tantas pessoas”, concluiu.A advogada Lorena Navarro, de 31 anos, escolheu intencionalmente o dia em que a programação é voltada para a mulher. “Acho importante ouvir outras mulheres, falando sobre a nossa realidade. É bom para saber que mulheres paraenses estão produzindo em um mercado que passa batido, e serem pessoas tão jovens mostra que outras pessoas, de outra geração, talvez não tivessem essa oportunidade, esse espaço”, concluiu. Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que segue até 1º de setembro no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca. Texto: Natália MelloFotos: Maycon Nunes

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Contação de lendas paraenses com protagonistas mulheres marca dia dedicado às Vozes da Mulher
30/08/2019

Contação de lendas paraenses com protagonistas mulheres marca dia dedicado às Vozes da Mulher

Para a ciência, a lua é o único satélite natural. Mas, nas lendas da Amazônia, a história é que a lua é, na verdade, uma bela índia. E foi esse o conto que Lilian Tícia contou hoje, na Arena Walcyr Monteiro.Com instrumentos musicais, os sons da floresta amazônica tomaram conta do espaço e foi através da voz da contadora de história que o público conheceu uma das lendas amazônicas mais populares na nossa região.“Iaci é uma índia que se transformou em lua. Então, a lenda conta como surgiu a lua. Ela é baseada em uma lenda Tupi e eu escolhi hoje para homenagear as mulheres, porque é uma lenda muito linda, me tocou muito quando eu li no livro Vozes da Floresta, de Celso Sisto – que que têm várias lendas indígenas -, e eu escolhi essa para hoje. Escolhi pensando justamente nas multivozes”, explicou Lílian Tícia, contadora de histórias.A escolha foi em razão de 29 de agosto ser o dia dedicado às Vozes da Mulher na Feira. Um dia inteiro para homenagear as mulheres paraenses.A professora Marluce Araújo atravessou oceanos literários e contou uma lenda russa: a matrioska. As bonequinhas que são famosas na Rússia têm um significado especial para as mães e também falam sobre a importância dos sacrifícios que precisam ser feitos para alcançar o que consideramos importante.“Eu acredito que uma das formas matrizes da mulher é a maternidade. Decidi falar dessa maternidade não só no aspecto feminino, mas a maternidade do cuidado. A arte de contar história trabalha pedagogia do afeto, trabalha a cultura de paz, esse cuidado que temos que ter cada vez mais com o outro, com nossas crianças, com as pessoas como um tudo. Então foi uma história pensada para o dia de hoje, para as vozes femininas, para as mulheres”, declarou Marluce Araújo. Aos oito anos, Yara estava com o grupo de uma escola particular que veio visitar a 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes e voltou para casa com muito aprendizado e uma flor que ganhou da artista. “Eu aprendi que o amor é mais importante que tudo. Vou levar essa flor pra minha mãe e dizer que eu amo muito ela”, disse a aluna Yara Souza.Na plateia atenta a tantas histórias, uma mulher engajada e honrada em fazer parte desse dia único e tão importante: Janete Gomes que é contadora de histórias, mas hoje veio ao Hangar para ouvir. “A gente está vivendo uma sociedade em que a mulher começa a mostrar a voz dela e você estar em um espaço como a Feira e com um dia dedicado para que as mulheres falem é fantástico. Nós estávamos em um lançamento de um livro que era só de mulheres, com mulheres recitando e a cara dos homens quando viam aquele monte de mulher... eu disse: ‘gente, eles se assustam quando nós nos unimos para falar’. Então, em uma sociedade que é extremamente machista, você ter a possibilidade de enquanto mulher falar de mulher como foi a história, que a foi a história de uma mulher que não queria aqueles padrões é muito importante”. “A importância é esse empoderamento, o conhecimento das suas raízes, saber da importância das suas estórias, da história do seu povo, conhecer mesmo pra gente perpetuar, porque as estórias nunca morrem, precisamos repassar todo o conhecimento, mesmo sendo um reconto, a gente precisa contar para que mais pessoas possam conhecer e possam contar também essas estórias”, concluiu Lílian Tícia, uma das vozes da noite.Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que segue até 1º de setembro no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca.

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Espetáculo Teatral homenageia Carimbó e Mestre Verequete nesta quinta (29)
30/08/2019

Espetáculo Teatral homenageia Carimbó e Mestre Verequete nesta quinta (29)

Quem foi até a Arena Walcyr Monteiro na noite desta quinta (29) conheceu mais sobre a cultura musical do Pará, sobre um dos mestres do Carimbó e ainda participou do espetáculo dançando junto com os artistas.A Companhia Lama de Teatro, que surgiu em 2003 e depois de um tempo fora dos palcos voltou a se apresentar em 2017, embalou o público ao som do ritmo paraense com o espetáculo “Bonecos & Tambores”.“Eu achei incrível a apresentação. Já tinha ouvido falar do grupo, mas nunca tinha visto nada deles e eu achei incrível, porque é muito bom as nossas crianças terem esse contato com a cultura. Cada vez mais elementos do pop de outras partes do Brasil acabam invadindo a nossa cultura, que é muito rica. Além disso, valorizar os nossos artistas é fundamental para o nosso futuro”, disse Tarsila Rocha, universitária.Quem estava na plateia foi convidado a participar do espetáculo, fazendo parte de trechos da história. “O espetáculo está maravilhoso, trazendo nossa cultura e nossas crianças para participar de tudo isso, aproveitando esse espaço. Sensacional a iniciativa do grupo de carimbó”, declarou o auxiliar administrativo Renan Apolário. Todo mundo que estava na plateia entrou no clima da música paraense e virou um pouco artista quando todos se uniram aos atores para encerrar o espetáculo dançando. Agrícia veio com a filha Ayumi, de cinco anos, e não se arrependeu. “A gente veio dois dias atrás, assistimos Salomão Habib, vimos a contação de histórias, ouvimos as músicas. E hoje gostamos tanto que retornamos. Está sendo fantástico. É uma oportunidade de levar a cultura, não só paraense, mas a cultura do livro e inserir isso na vida dela, porque hoje as crianças estão tão na tecnologia, então, não tem nada melhor”, concluiu Agricía Yoshino, atendente. Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que segue até 1º de setembro no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca.

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A luta das mulheres afroamazônicas por espaço político é assunto de mesa na Arena
30/08/2019

A luta das mulheres afroamazônicas por espaço político é assunto de mesa na Arena

Não havia mais lugar a ser ocupado na Arena Multivozes quando Arielly Jorge e Glauce Kelly entraram em cena. Ovacionadas por uma plateia absolutamente lotada, as duas acadêmicas de ciências sociais foram as protagonistas da mesa-redonda “Mulheres Afroamazônicas, Empoderamento e Luta por Espaços Políticos”, realizada na noite desta quinta (29). Arielly e Glauce debateram a necessidade de ocupar lugares e tensionar hegemonias culturais que limitam a mulher preta e amazônida na sociedade.Logo na abertura da mesa, a mediadora Anna Maria Linhares (professora, pesquisadora e doutora em História Social da Amazônia) exaltou a importância da Feira para repensar o racismo. “A Feira é importante pra todo mundo que ainda acredita em democracia racial. Isso é um mito. Vivemos em um país que, além de odiar mulheres, é racista”, asseverou. Ela também fez duras críticas ao tratamento que o convite de algumas palestrantes recebeu por alguns veículos de comunicação. “Estou falando sobre isso porque alguns homens brancos que detém o poder da imprensa sugerem que estamos ocupando estes espaços por termos alguma vinculação com o Governo do Estado – inclusive tecendo comentários sobre quanto recebemos pra estar aqui. O nome disso é política pública”, posicionou-se, ao som dos aplausos do público.Foi nesse clima que Glauce Kelly iniciou o debate, relatando sua história de militância e a vivência acadêmica em Igarapé-Açu, onde estuda. A militante e pesquisadora celebrou a presença de negras não só no palco, mas ocupando grande parte da Arena. “Acredito que nunca teve um envolvimento direto tão grande de mulheres negras nessa programação. Esse é o momento de nós sermos protagonistas das nossas próprias histórias. Me deixa feliz ver que tem tanta mulher preta aqui e a gente não tá sozinha”, disse enquanto recebia outra salva de palmas. Kelly ressaltou a dificuldade em desmistificar um estereótipo do norte do país como uma região não habitada. “Existe um estigma de vazio demográfico, que não produz ciência, conhecimento, arte. Esse processo de silenciamento é muito maior para a mulher preta, pobre, do campo”. A valorização da autoestima da criança negra também foi objeto da fala de Glauce, que contou quanto demorou para se enxergar na negritude. “Eu não tive professoras pretas. Isso afetou diretamente a forma como eu me vi. Só consegui me identificar como negra na universidade. Não existe empoderamento sozinha, é um processo coletivo e contínuo”. Arielly Jorge assumiu o microfone na sequência e comemorou a representatividade na Arena. “Até que enfim o Estado reconheceu como é importante falar sobre negritude, indígenas e quilombolas, sobre LGBTs. A gente precisa reconhecer os nossos corpos como corpos políticos”, defendeu. “Quando a gente chega aqui de trança, de turbante, não é lida como palestrante. A gente é lida como quem só pode vir pra ouvir. Isso está mudando”. Arielly chamou a atenção para os pontos de contato entre as diferentes opressões que negras enfrentam historicamente. “Enquanto mulheres brancas lutavam pelo voto, mulheres negras lutavam pra não ser chicoteadas. O corpo preto é visto como um corpo que não merece nada além de subalternidade; e mais ainda quando se é uma mulher negra. Não queremos que o corpo negro seja enxergado só no carnaval”, argumentou. Para a estudiosa, só é possível falar em empoderamento afroamazônico pensando dentro de uma lógica representativa. “Qualquer espaço que a gente tá é um espaço de fazer política. A gente precisa ter mulheres negras nos representando. A gente não lutou tanto pelo voto pra continuar votando em homens brancos”.Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que segue até 1º de setembro no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca. Texto: Camila BarbalhoFoto: Maycon Nunes

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