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Indígena do Amazonas pede mais reflexão sobre a cultura indígena na Arena Multivozes
31/08/2019

Indígena do Amazonas pede mais reflexão sobre a cultura indígena na Arena Multivozes

“Cada encontro que nós temos precisa nos transformar. É isso que nosso povo faz”. Honrando a tradição Maguará, Roni Wasiry transformou a plateia da Arena Multivozes ao fazer vários questionamentos sobre a maneira que a sociedade atual enxerga a cultura indígena durante a palestra “Quando a boca cala, meu espírito escreve como forma de resistência”.Natural de Paraná do Ramos, no estado do Amazonas, Roni Wasiry representou o povo indígena Maraguá, de origem Aruak, na região do Baixo Amazonas. Formado em pedagogia, Roni também é professor, escritor e trabalha com questões ligadas ao desenvolvimento sustentável, preservação do meio ambiente e manejo florestal.Durante o encontro, ele questionou o fato de muitas pessoas rotularem índios como pessoas que andariam apenas nuas, que seriam preguiçosas e vivessem em redes. “Nascemos em locais diferentes, temos práticas diferentes, mas somos gente!”, declarou Wasiry. Também nos fez refletir sobre a forma como as crianças aprendem sobre a cultura indígena: “muitos não sabem, mas não dançamos para fazer chover, dançamos para agradecer a chuva que cai”, explicou.Quem veio até à 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes nesta sexta-feira, dia das Vozes Indígenas e Originárias, se deparou com uma programação dedicada à cultura indígena. “Pela primeira vez eu vejo um evento na feira do livro, na Amazônia, dar voz, favorecer o protagonismo indígena. Durante muito tempo, a academia falou sobre os indígenas, nós outros – não indígenas – é que estudávamos e falávamos sobre eles. Hoje, a palavra é deles, a voz é deles, o lugar é deles”, comemorou Edilene Costa, professora com povos indígenas há 27 anos, no Pará.Roni Wasiry encerrou a palestra com um pedido e um questionamento para que todos pudessem refletir e transformar a realidade atual: “Se o brasileiro não acordar e valorizar a riqueza da diversidade que nós temos, o que será que vai acontecer? Brasileiros somos todos nós”. Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que segue até 1º de setembro no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca. Texto: Tayná HoriguchiFotos: Ricardo Amanajás

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“Terra Preta”, do arqueólogo Edvaldo Pereira, tem lançamento concorrido nesta sexta (30)
31/08/2019

“Terra Preta”, do arqueólogo Edvaldo Pereira, tem lançamento concorrido nesta sexta (30)

O resultado de uma pesquisa científica que virou livro com linguagem acessível ao grande públicoum dos lançamentos mais concorridos do estande da Imprensa Oficial do Estado (Ioepa), na noite desta sexta (30). “Terra Preta - Passado, Presente e Futuro”, do arqueólogo, jornalista e fotógrafo Edvaldo Pereira, traz à luz o descaso com um dos patrimônios naturais mais importantes que a Amazônia possui. O livro foi editado pela editora pública da Ioepa em 2018, quando foi lançado no Salão do Livro do Baixo Amazonas, em Santarém, terra de Edvaldo Pereira.Edvaldo Pereira contou que abordou em sua pesquisa a história, a destruição desenfreada e os desafios de preservação dos sítios arqueológicos formados por terra preta, ricos em fragmentos pré-coloniais que remontam a trajetória da ocupação humana na Amazônia. Abundante em toda a Amazônia, a chamada Terra Preta Arqueológica (TPA) ou Terra Preta de Índio (TPI) é resultado da interação das sociedades indígenas pré-coloniais com o solo da região, geralmente pobre em nutrientes que garantem a fertilidade. “De formação milenar, este solo apresenta coloração escura, fragmentos de material cerâmico, artefatos líticos, carvão e elevados teores de elementos como cálcio, magnésio, zinco, manganês, fósforo e carbono. Tais características a tornam altamente fértil e, portanto, cobiçada para atividades agrícolas e de jardinagens. Entretanto, apesar de tão importante, é como se a Terra Preta e os demais recursos arqueológicos milenares do município não existissem. Fiz um levantamento da legislação do município de Santarém ao longo de sua história e não há uma lçei sequer ou menção à proteção desse patrimônio. É quase impossível cavar um pedaço de chão em Santarém e região e não perceber a existência da Terra Preta e dos cacos de cerâmica misturados com este solo. Isso salta aos olhos, mesmo de uma pessoa leiga no assunto e, mesmo assim, nada existe para que esse bem precioso seja preservado. É assustador”, observou o escritor.O livro denuncia a exploração comercial da terra preta na Amazônia, em especial na região de Santarém, no oeste do Pará, sem o devido desenvolvimento de pesquisas mais aprofundadas com esse tipo de solo, inclusive para seu aproveitamento de forma sustentável na agricultura, bem como em relação aos incontáveis artefatos arqueológicos nele encontrados, e que, inclusive, foram registrados por cronistas e naturalistas desde o século 16.Edvaldo Pereira reforça que Santarém está plantada sobre uma rica e extensa malha de sítios arqueológicos pré-históricos que guardam vestígios de ocupações pretéritas milenares ainda pouco estudados. Segundo o autor, o interesse pelo tema se deu a partir da percepção quanto à identificação da população santarena com o seu patrimônio arqueológico e à ausência de políticas públicas municipais sobre o assunto. Ele ressaltou que é preciso buscar a participação de toda a sociedade na proteção da terra preta, enquanto componente imprescindível do patrimônio cultural e da biodiversidade regional. “Além da compreensão do passado, também está em jogo a construção de um futuro melhor, ecologicamente equilibrado e sustentável”, ressaltou Pereira.Edvaldo Pereira é arqueólogo, formado pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e presta consultoria científica para empresas de Arqueologia Preventiva com atuação em todo Brasil. Em 2017 obteve a segunda colocação no concurso nacional de monografias Prêmio Luiz de Castro Faria – 5ª edição, promovido pelo Centro Nacional de Arqueologia e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (CNA/Iphan) com o trabalho “Terra Preta em Santarém (PA): Usos, percepções e apropriações”, que deu origem ao presente livro.O lançamento do livro “Terra Preta – Passado, Presente e Futuro”, de Edvaldo Pereira, tem 143 páginas, custa R$ 10, e está à venda no estande da Imprensa Oficial do Estado, na 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, no Hangar, até o dia 1º de setembro, de 10 às 22h.Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que segue até 1º de setembro no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca. (Ascom Seduc)

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Espetáculo teatral homenageia brinquedos de miriti de Abaetetuba na Arena Walcyr Monteiro
31/08/2019

Espetáculo teatral homenageia brinquedos de miriti de Abaetetuba na Arena Walcyr Monteiro

No meio de milhões de romeiros durante a procissão do Círio de Nazaré, os brinquedos de miriti dão colorido à romaria. Os vendedores vêm especialmente de Abaetetuba, no nordeste do estado, para prestigiar a padroeira dos paraenses e garantir a venda dos produtos que produziram especialmente para o segundo domingo de outubro.Mas ainda estamos em agosto e esse texto é sobre a 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes... Pois é! A arte de fabricar os brinquedos de miriti foi homenageada por aqui. A artista Esther Sá contou a história de uma criadora de brinquedos, na peça “Nina Brincadeira de Menina”, na Arena Walcyr Monteiro, na noite desta sexta-feira (30).Nos primeiros momentos no palco, a artista explicou a origem dos brinquedos. Eles são feitos a partir do Buruti, uma espécie de palmeira muito encontrada no município de Abaetetuba. A produção é feita durante o ano inteiro na cidade. Mas, às proximidades do Círio, os artesãos aumentam a produção e muitos se deslocam até a capital do estado para vender os brinquedos – que já são ícones da festividade.A história da peça conta a trajetória de uma artesã muito conhecida na região: a dona Nina. “Foi uma pessoa que amou brincar e, como amava brincar, virou uma criadora de brinquedos. É uma honra poder contar a história dessa artesã de Abaetetuba, uma das mais representativas na história do Miriti”, disse Esther Sá.A mensagem que encerrou o espetáculo foi que para brincar não existe idade. O que a dona Telma Campos, bancária, achou disso? “Fantástica! Sou apaixonada pela feira do Livro. Já é a quarto dia que eu estou aqui e pretendo vir amanhã. Não conhecia essa história e fiquei muito feliz!”.Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que segue até 1º de setembro no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca. Texto: Tayná HoriguchiFotos: Ricardo Amanajás

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Ioepa lança “Olhos de Ressaca” na 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes
31/08/2019

Ioepa lança “Olhos de Ressaca” na 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes

A ousada ficção do escritor João Bosco Maia sobre a história de Bentinho e Capitu, da obra machadiana Dom Casmurro, chega aos visitantes da 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes. A obra foi lançada na tarde desta sexta-feira (30), no estande da Imprensa Oficial do Estado, localizado ao lado da Arena Multivozes.Considerada a 10ª obra do escritor, “Olhos de Ressaca”, ganhou o prêmio Prêmio Samuel Wallace Mac-Dowell, da Academia Paraense de Letras (APL), em 2018. A publicação de 170 páginas foi impressa na gráfica da Imprensa Oficial Estado como resultado da parceria com a APL.Nesta versão, João Bosco Maia faz o leitor saborear a inversão das origens, propondo um jogo de mudanças de estatuto da intrigante personagem de Machado de Assis – Capitu, que passa a ser a narradora-protagonista da obra, em um emocionante discurso de autodefesa.Na apresentação do livro, a pesquisadora da Universidade Federal do Pará (UFPA), Sheila Maués Autiello, destaca que alguns aspectos são fundamentais nas memórias de Capitu."Desde a elegância com que descreve a dramática situação familiar que envolveu a sua mais tenra adolescência até a tomada das rédeas ao lar e da sua própria vida, quando da morte da sua mãe. A pobreza, a maturidade forçada, a descoberta de si e do amor. A tocante narrativa em desconstruir a imagem de mau caráter, descortinando, para isso, segredos íntimos e, por vezes, constrangedores para uma mulher do século XIX", comenta Autiello.O autor da obra, João Bosco Maia, explica que por diversas vezes, teve vontade de deletar o livro. "Não é uma tarefa fácil mexer com um clássico de Machado de Assis, construindo uma narrativa em primeira pessoa, mas consegui chegar ao final", contou ele, que se disse surpreso com a premiação ao submeter o livro para apreciação do concurso da APL.Ele esclarece que embora não seja o primeiro a esmiuçar a obra machadiana, mantém o ar de suspense considerado um dos aspectos mais geniais da obra de Machado de Assis, que questiona a integridade de Capitu, se ela traiu ou não o Bentinho. "A Capitu carrega essa traição há mais de cem anos, muito já se escreveu sobre o assunto, mas ainda paira a dúvida", ressaltou.João Bosco Maia nasceu em Ananindeua, no Pará. É autor dos romances "Olhai por nós", "As cartas anônimas de Robledo", o "Folhetim das Sanchez (do luar às flores)", "A circunscrição do breu" e dos premiados "Memórias quase póstumas de um ex-torturador", "Sob o silêncio das mangueiras" e "666 - o tragicômico percurso". Escreveu ainda o livro de contos "O ciclo dos velhos pastores" e a também premiada dramaturgia "Após as três badaladas".O livro "Olhos de Ressaca", de João Bosco Maia, 170 páginas, premiado pela Academia Paraense de Letras e publicado pela Imprensa Oficial do Estado do Pará, custa R$ 40 e está disponível para venda no estande da Imprensa Oficial do Estado, na 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, no Hangar, em Belém, até domingo (1º), das 10h às 22h.Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que segue até 1º de setembro no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca. Texto: Julie Rocha e Ailson BragaFotos: Thamiris Dias

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Seduc apresenta resultados de projetos de adubo orgânico e educação mediada por tecnologia
31/08/2019

Seduc apresenta resultados de projetos de adubo orgânico e educação mediada por tecnologia

Há três anos, os alunos do curso técnico de Meio Ambiente da EETEPA de Paragominas desenvolvem uma ação que está ajudando a recuperar áreas degradas no município. O Projeto “Igarapé Verde: um enfoque interdisciplinar” foi apresentado na manhã desta sexta (30) no estande da Seduc. Marcelo Fernandes, aluno do curso, explica que o projeto iniciou diante da necessidade de produzir adubo pra as mudas de plantas às margens da microbacia do igarapé Paragominas, que naquela época estava correndo risco de desaparecer.A partir da discussão em sala de aula, cerca de 11 alunos e professores desenvolveram a ecocomposteira, que nada mais é do que um balde plástico com furos no fundo onde é feita a decomposição da matéria formada por restos de alimentos orgânicos, misturados com minhocas, fungos e bactérias. “A decomposição é preparada e levada para os viveiros para adubar as mudas de plantas”, explica Marcelo.A ideia hoje é uma das mais bem sucedidas em termos de compostagem orgânica e já foi até premiada nacionalmente pela empresa multinacional Samsung através do concurso “Respostas para o Amanhã”. O plantio e monitoramento tem a parceria da prefeitura, e já ajudou recuperar diversas áreas degradadas no município. Alunos de comunidades atendidas pelo Sei participam de roda de conversa da Feira do LivroEducação mediada por tecnologia. É isso que o Sistema Educacional Interativo (Sei) leva para comunidades no Estado do Pará. Na noite desta quinta-feira (29) alunos e professores de comunidades de São Miguel do Guamá, vieram a 23° Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, no Hangar, para participar de uma roda de conversa para tirar dúvidas e mostrar como o projeto funciona no município.Maria Cristina, 32 anos, é da comunidade Sagrada Família, em São Miguel, a estudante cursa o 2° ano do Ensino Médio. Ela conta como o Sei entrou na vida dela. "Eu conheci o projeto por meio de uma professora que é mediadora no Sei. Eu fiquei encantada, nunca tinha visto algo do tipo, o Sei me fez, querer voltar a estudar", ponderou“O Sei é uma experiência que leva educação pública e de qualidade principalmente as comunidades de difícil acesso do Estado”, conta o Professor ministrando do Sei, Eliomar Almeida. “O Sei faz parte da educação do futuro, usa professores em conjunto com tecnologia e prova que todos os alunos podem receber ensino de qualidade”, finaliza.Produção de sabão e cardápio vegetariano são temas de exposição no estande da SeducNa tarde desta sexta (30), a EETEPA Prof. Francisco da Silva Nunes, localizada no bairro da Marambaia, em Belém, levou para o estande da Seduc na 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes o projeto de produção de sabão e uma proposta de cardápio vegetariano.Os trabalhos foram desenvolvidos e apresentados pelos alunos dos cursos técnicos de Meio Ambiente e Nutrição. "A escola está em funcionamento desde 1980, quando virou referência na área da saúde e meio ambiente, que são hoje os dois temas abordados com destaque aqui na Feira do Livro", comenta a diretora da escola Anadeiva Portela. O sabão é produzido com óleo de cozinha e soda cáustica e utilizado nas atividades caseiras.Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que segue até 1º de setembro no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca. (ASCOM Seduc)

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Arraial do Pavulagem e Rui Barata são homenageados em apresentações infantis nesta sexta (30)
31/08/2019

Arraial do Pavulagem e Rui Barata são homenageados em apresentações infantis nesta sexta (30)

O público lotou o espaço montado a Arena Walcyr Monteiro entre 16h e 17h para ver duas apresentações de crianças. Alunos das Escolas Municipais de Ensino Infantil e Fundamental (EMEIF) e Ida de Oliveira e Rotary encenaram, respectivamente, obras de Rui Barata e músicas do Arraial do Pavulagem.Segundo a coordenadora do grupo de teatro, Tereza Paiva, “Reescrevendo Rui Barata” é a estreia das crianças no coletivo “Despertar”, que já tem 22 anos de estrada. “Vamos entrar no centenário do autor, então fizemos um espetáculo trabalhando os poemas e contando a história dele nas narrativas”, explicou.Poemas e músicas consagradas do autor como “Banho de Cheiro” e “Caminho da liberdade” estiveram no repertório escolhido para a apresentação, que ganhou vida com o teatro, a dança e a música. “Após um longo trabalho em um coral infantil, nós decidimos unir tudo. Eles já têm uma estrada de leitura”, conta Tereza.O pequeno Rhyan Santos, de 11 anos, participou pela primeira vez de uma apresentação de teatro da escola. O estudante diz ter amado a oportunidade e já espera a próxima peça. “É uma apresentação linda, eu gostei de tudo, tive que ler bastante para decorar todas as falas”, revelou.Arraial do Pavulagem Às 16h30, foi a vez das crianças da escola Rotary encenarem uma das principais manifestações culturais do Pará: o Arrastão do Pavulagem. William Cardoso fez o ícone do movimento: o boi pavulagem. “Eu já conhecia o Arraial e tenho vontade de participar, inclusive, do projeto, como voluntário, um dia”, disse.A enfermeira Marcela Pantoja, de 36 anos, trouxe a filha Isabel (6 anos) para a Feira e adorou as apresentações. “Adoro o Arraial do Pavulagem, então amei a apresentação. Acho legal, porque é uma cultura nossa, e passar isso para as crianças é importante, porque começam a perpetuar essa cultura”, concluiu.Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que segue até 1º de setembro no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca. Texto: Natália MelloFotos: Ricardo Amanajás

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"Quintal Literário" debate a floresta amazônica no estande da Ioepa
31/08/2019

"Quintal Literário" debate a floresta amazônica no estande da Ioepa

Crianças, jovens e adultos participaram de uma roda de conversa chamada Quintal Literário, promovida pela Biblioteca Comunitária Moara, do bairro de Águas Lindas, em Ananindeua, em uma ação do Portal do Conhecimento, em parceira com a Rede de Bibliotecas Comunitárias Amazônia Literária. O estande da Imprensa Oficial na 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro recebeu o evento na tarde desta sexta (30).Lúcia Rodrigues, coordenadora da Biblioteca Moara explicou que o Quintal Literário é um evento que ocorre regularmente na comunidade e que, este ano, a biblioteca trouxe para a 23ª Feira do Livro e das Multivozes. “Trouxemos uma roda de conversa com o tema ‘O que não se Fala Sobre a Destruição da Amazônia’, com dois expositores: o monge iogue Dada Niverdananda, que falou sobre o valor utilitário e existencial do meio ambiente; e a gestora a gestora ambiental Michelle Muriel, que abordou o veganismo como forma de defesa, preservação e conservação da Amazônia”, informou Lúcia Rodrigues.A biblioteca surgiu há três anos existia no bairro de Ágas Lindas, onde havia um espaço de leitura pequeno chamado Biblioteca do Curumim. Mas quando a biblioteca ingressou na Rede de Bibliotecas Comunitárias Amazônia Literária, a comunidade decidiu ampliar o espaço físico e mudar o nome. “Essa mudança trouxe a oportunidade de aumentar o número de pessoas atendidas e vimos que o gosto pela leitura se intensificou em nossa comunidade”, avaliou Lúcia Rodrigues”. Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que segue até 1º de setembro no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca. 

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Visão dos indígenas sobre as estrelas é tema de debate na Arena Multivozes
31/08/2019

Visão dos indígenas sobre as estrelas é tema de debate na Arena Multivozes

Não é preciso ser especialista em astronomia para saber o nome de algumas constelações. Já ouviu falar no Cruzeiro do Sul ou nas Três Marias, não é? Mas você sabia que a habilidade de se guiar pelas estrelas e o prazer de admirá-las no céu também fazem parte da cultura indígena?No dia das Vozes Indígenas e Originárias, as estrelas foram tema de debate na Mesa Redonda “Patrimônio e Memória: perpetuação, vivência e cultura”, realizada na Arena Multivozes. A Doutora em Linguística Ivânia dos Santos Neves e a Mestranda Matania Suruí falaram sobre os estudos que fizeram nas comunidades indígenas, no Pará.“O conhecimento sobre o céu, como qualquer conhecimento, é produzido pelas pessoas e as pessoas vão olhar para o céu a partir de sua cultura. Então, a gente olha e vê as três marias e o cruzeiro do sul. As sociedades indígenas olharam e viram a floresta no céu. Claro que, hoje, se eles fossem chamar essas constelações, elas teriam outro nome. Mas o fato delas permanecerem com nomes antigos mostra a força desse conhecimento, dessa tradição. Atravessou séculos e estão aqui”, explicou Ivânia Neves.A professora esclareceu ainda que as “Três Marias” são o cinturão da constelação de Órion, um guerreiro da mitologia grega. Mas, entre os Suruí-Akewara, as mesmas estrelas são conhecidas como a Constelação da Cutia.É com esse nome que a Mestranda Matania Suruí, da aldeia Sororó, conhece a constelação. Pela primeira vez, ela teve a oportunidade de falar sobre a cultura dos Suruí, em uma Feira do Livro. A aldeia fica às margens da Rodovia BR-153, entre os municípios de São Domingos do Araguaia e São Geraldo do Araguaia, no sudeste do Pará. A professora trouxe para debate o tema de uma pesquisa que fez sobre o ritual chamado “Karuwara”, realizado a cada quatro anos em sete aldeias da tribo Suruí-Akewara para abençoar as colheitas e garantir fartura na alimentação da comunidade. “Eu achei muito importante estar aqui falando, porque muita gente não conhece a cultura do indígena e muitos criticam sem conhecer e ainda nos discriminam. Então é importante conhecer a cultura do seu próximo para ter noção e poder falar. Não adianta você julgar sem conhecer”, disse Matania Suruí. Quem participou aprendeu um pouco mais sobre as estrelas e também sobre a cultura indígena. “Acho que é colocar a gente no percurso da história para entendermos que a gente tem que respeitar, aprender o quanto de herança a gente tem e o quanto temos que aprender com os verdadeiros povos e donos da terra. O que elas falaram aqui promoveu novos pensamentos e questionamentos. Vou levar para os meus alunos”, garantiu a professora de história e estudante de museologia Glaucia Batista.Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que segue até 1º de setembro no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca. Texto: Tayna HoriguchiFotos: Mário Quadros

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