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Obra de Ildefonso Guimarães mistura romance e história em terras paraenses
31/08/2019

Obra de Ildefonso Guimarães mistura romance e história em terras paraenses

“Os Dias Recurvos”, do autor paraense Ildefonso Guimarães, foi publicado em 1984 com selo da Secretaria de Estado de Cultura (Secult). A obra é pouco conhecida do grande público, mas ganhou destaque na Arena Multivozes na tarde deste sábado (31).O autor foi apresentado à plateia pelos historiadores Walter Pinto e Ewerton Teixeira, que, antes de falarem sobre a obra propriamente dita, fizeram um relato do momento histórico da Revolução Constitucionalista de 1932, ponto alto retratado no romance. A mesa redonda sobre a obra de Ildefonso aconteceu na plataforma “Vozes do Autor Paraense”, uma das programações mais elogiadas pelo público da Feira do Livro deste ano. Para Walter Pinto, a organização da Feira do Livro foi muito feliz em homenagear ao autor paraense no ano de seu centenário, uma vez que sua obra pode ser comparada a de grandes romancistas brasileiros e de autores paraenses como Inglês de Souza. O autor de “Os Dias Recurvos” tinha 13 anos de idade quando os episódios marcantes da história do Brasil começaram a invadir o país na década de 1930. No Pará, a política era comandada por Magalhães Barata.Em “Os Dias Recurvos”, Ildefonso retrata o episódio dos revoltosos constitucionalistas, da decadência dos barões da borracha, dos relatos dos moradores das pequenas cidades e sobre as crendices populares que povoavam o imaginário dos caboclos e ribeirinhos. “Essa Revolução só ocorreu em São Paulo e em Óbidos, no Pará”, conta Walter Pinto, que seguiu o rastro da obra de Ildefonso nas cidades de Óbidos, Juruti, Oriximiná e Itacoatiara, no Amazonas. “A obra do Ildefonso é fantástica, prende o leitor ao ponto de você só descobrir o viés histórico do romance ao final da obra”, explica Walter Pinto.Ildefonso Guimarães nasceu em Santarém mas foi educado em Óbidos, município paraense localizado à beira do rio Amazonas. Sua vida literária começa em 1961. Em 1966, Ildefonso ajuda a criar a Academia Paraense de Letras e em 1984 lança seu romance mais famoso: “Os Dias Recurvos”, lançado pela Secretaria de Estado de Cultura (Secult). Serviço:A Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Estado do Pará e segue até o dia 1º de setembro, quando as ‘Vozes Urbanas’ serão o destaque. O evento é gratuito e aberto ao público no horário de 10h às 21h.

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Plateia interage com Marluce Araújo durante apresentação de "A Lenda do Uirapuru"
31/08/2019

Plateia interage com Marluce Araújo durante apresentação de "A Lenda do Uirapuru"

Com música e dança, Marluce Araújo envolveu a plateia durante a contação da lenda do Uirapuru na arena Walcyr Monteiro neste sábado (31). A interação com o público infantil marcou a apresentação da atriz, professora e contadora de história, que desde 2012 marca presença na Feira.“Eu sempre faço questão de fazer parte do espaço de contação de história. Hoje estou muito feliz por me apresentar nesse dia dedicado às vozes do autor paraense. Vim contar a lenda do Uirapuru, que traz a nossa cultura indígena atrelada ao maestro e compositor Waldemar Henrique - ou seja, uma representação do nosso povo”, declarou Marluce.Público fez parte do espetáculoAs pessoas que estavam na arena Walcyr Monteiro puderam fazer parte da apresentação e se divertiram bastante. “Eu fui a primeira a levantar a mão pra participar. Gosto muito de histórias, sempre conto pro meu pai ou pras minhas bonecas”, disse sorridente a Dandara Tateno, de 8 anos.A arte de contar história é uma arte milenar que atrai diferentes idades. Eliete dos Santos é uma amante de contação de histórias e trouxe toda sua família para compartilhar desse momento juntos.“Eu já conhecia a lenda do Uirapuru, a história do índio que se apaixonou pela esposa do Cacique e, para não sofrer, foi transformado em um pássaro. Mas eu não perdi a oportunidade de assistir essa contação de história, pois, mesmo já conhecendo, essa forma de contar me envolve e me encanta”, disse Eliete dos Santos, de 47 anos.Ao final da contação, Marluce cantou junto com o público a música "Uirapuru", obra de Waldemar Henrique.Serviço:A Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Estado do Pará e segue até o dia 1º de setembro, quando as ‘Vozes Urbanas’ serão o destaque. O evento é gratuito e aberto ao público no horário de 10h às 21h. Texto: Bianca BuenanoFotos: Mário Quadros

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CredLivro: dinheiro na conta para avançar na educação
31/08/2019

CredLivro: dinheiro na conta para avançar na educação

A professora Juçara Barbosa, que leciona na escola Maroja Neto, na ilha de Mosqueiro, veio com a família à Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes para comprar a Coleção “Diário de um Banana”, da editora Cecília Booker. A obra faz muito sucesso com o público da educação infantil e Juçara pretende usá-la no trabalho com seus alunos. Para efetuar a compra, Juçara usou o dinheiro do CredLivro, que ela conseguiu na agência do Banco do Estado do Pará (Banpará), montado no interior da Feira para comodidade dos correntistas.O CredLivro é um recurso de R$4,3 milhões disponibilizados pelo Governo do Estado para atender professores e técnicos da Secretaria de Educação (Seduc), Universidade do Estado do Pará (UEPA) e Secretaria Municipal de Educação (Semec) nos valores de R$ 200, R$ 300 e R$ 200, respectivamente. Segundo o gerente de negócios do Banpará, Arlindo Tavares, neste sábado (31), penúltimo dia da Feira, o volume utilizado era de 53%. Mas a previsão do banco é que o dinheiro seja utilizado em até 70% do montante. O dinheiro é liberado na hora.Além dos servidores, o CredLivro também atende aos lojistas. Um cadastro é feito antecipadamente para que o sistema instalado na própria Feira possa atender a todos com facilidade. Para os servidores que esqueceram o cartão em casa, não lembraram a senha ou que já fizeram a portabilidade, o Banpará oferece um cartão extra. “Ninguém sai daqui sem o seu crédito na conta”, explica o gerente Arlindo Tavares.Com o cartão do CredLivro na mão, a professora Juçara, acompanhada da família, seguiu pelos caminhos da Feira e encontrou a coleção no estande da editora Cecilia Booker. O “Diário de Um Banana” reúne 15 livros, e, segundo o vendedor Allan Pereira, tem sido muito procurado - tanto que alguns números já estão em falta. Feliz com o resultado da compra, Juçara, seu marido Gleidivaldo Ferreira e os filhos Carolina e Wendel avaliaram positivamente a visita à Feira do Livro. “Muito bom, programação excelente voltada pra nossa cultura paraense”, disse a professora. A Feira do Livro segue até este domingo, 1º, no horário de 10 às 22h no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia.Serviço:A Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Estado do Pará e segue até o dia 1º de setembro, quando as ‘Vozes Urbanas’ serão o destaque. O evento é gratuito e aberto ao público no horário de 10h às 21h. Texto: Selma AmaralFotos: Mário Quadros

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Público infantil se diverte com a lenda “O Chapéu do Boto”, de Jurandir Siqueira
31/08/2019

Público infantil se diverte com a lenda “O Chapéu do Boto”, de Jurandir Siqueira

A história de um homem bem vestido e misterioso que chegava de canoa nas festas do interior para seduzir e engravidava as caboclas para depois sumir foi o enredo que atraiu muitas crianças para arena Walcyr Monteiro na tarde desse sábado (31). Popularmente conhecido como o "filho do boto", Jurandir Siqueira, autor paraense natural de Afuá marcou presença na 23° Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes com o seu conto “O Chapéu do Boto”, uma versão adaptada da lenda do boto-cor-de-rosa.“Estou muito honrado por fazer parte da programação desse dia dedicado às Vozes do Autor Paraense. Já são 23 anos participando dessa Feira que sempre faz referência aos autores do nosso estado. Hoje vou contar uma história que a minha avó contava e eu adaptei em forma de literatura de cordel para o meu livro”, contou Jurandir Siqueira antes da apresentação.O local estava lotado, com grande parte da platéia formada por 50 crianças do projeto social Cantinho São Rafael, do bairro Maguari, em Ananindeua. Dentre as diversas atividades desenvolvidas pelo projeto social, leitura e contação de história se destacam.“Esse é o segundo ano que estamos trazendo nossas crianças. É uma forma de aproximá-los da cultura do nosso estado. Aqui elas conhecem diferentes formas de contar e ressignificam cada conto. Elas já conheciam a lenda do boto cor-de-rosa, mas o Chapéu do Boto é novidade”, relatou o coordenador do projeto, Jair Marques.Outra coisa que chamou atenção de quem estava visitando a feira foi o autor homenageado pela arena voltada ao público infantil.“Estava passando pela frente e, quando li 'Walcyr Monteiro', resolvi entrar. Gosto muito da lenda Navio Fantasma da Praia de Mangabeira, que é do Walcyr e fala da minha cidade, que é Ponta de Pedras”, revelou a menina Lindoia Moreira Silva de 7 anos.Serviço:A Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Estado do Pará e segue até o dia 1º de setembro, quando as ‘Vozes Urbanas’ serão o destaque. O evento é gratuito e aberto ao público no horário de 10h às 21h. Texto: Bianca BuenanoFotos: Maycon Nunes

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Jovem escritora faz sua estreia em livro solo no estande da Imprensa Oficial
31/08/2019

Jovem escritora faz sua estreia em livro solo no estande da Imprensa Oficial

A jovem escritora paraense Lorena Valente lançou neste sábado (31) a obra de crônicas "Efemérides" no estande da Imprensa Oficial do Estado do Pará (Ioepa). O livro é vencedor do Concurso Literário Barão do Guajará, da Academia Paraense de Letras, e foi impresso pela Imprensa Oficial do Estado.Segundo a autora, a obra surgiu a partir das observações da juventude dela, inspirada em dilemas que essa fase traz ao indivíduo. “Eu escrevo sobre momentos vividos e por vezes não notados; as sensações de angústia, solidão, amor, felicidade... sentimentos que se misturam”, definiu Lorena Valente.Emocionada e nervosa pela sua estreia como escritora solo (ela participou de uma antologia anteriormente) Lorena falou da felicidade em trazer à luz o seu livro. “Agora esse ‘filho’ pertence ao mundo e deve sair voando por aí, fazer as pessoas pensarem e se emocionarem”, afirmou. O lançamento foi um dos sucessos de venda do estande da Ioepa e Lorena também deu entrevista ao vivo no estúdio da Rádio Cultura (93,7), montado na Feira do Livro.O título do livro tem relação com a palavra grega Kátharsis, que significa “libertação que o ser humano vivencia quando consegue superar algum trauma como o medo e a opressão”. “Essa obra marca o presente, como também já aponta caminhos e desperta curiosidades para os voos futuros desta escritora que carrega consigo a chave da emoção”, definiu o escritor Marcelo Viegas.O livro “Efemérides” com 68 páginas está à venda por R$ 20 no estande da Ioepa na 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, no Hangar, em Belém.Serviço:A Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Estado do Pará e segue até o dia 1º de setembro, quando as ‘Vozes Urbanas’ serão o destaque. O evento é gratuito e aberto ao público no horário de 10h às 21h. Ascom/Ioepa

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Blogueiros discutem literatura na Arena Multivozes neste sábado (31)
31/08/2019

Blogueiros discutem literatura na Arena Multivozes neste sábado (31)

Um bate-papo sobre literatura, amor por livros, comportamento e internet. Foi assim a mesa-redonda intitulada “blogs literários paraenses”, que ocorreu na tarde deste sábado (31) na Arena Multivozes. Os dois convidados do bate-papo foram o turismólogo Francisco Neto e a assistente social Fernanda Karen, editores dos blogs “Literaurban” e “Garota Pai ’Égua”.Fernanda e Francisco contaram que, de maneira semelhante, começaram a gostar de literatura em casa com histórias em quadrinhos, por influência dos pais. Mais tarde veio a influência dos professores na escola, que apresentaram autores brasileiros e estrangeiros.Com o tempo, os dois jovens sentiram a necessidade de se aprofundar no tema e compartilhar o que gostavam com outras pessoas. Assim, Fernanda criou o “Garota Pai D’Égua”, que começou como um blog e hoje é um site e tem perfis nas diferentes redes sociais, com milhares de seguidores. O projeto já tem nove anos. “Lá no ‘garota’, escrevemos sobre livros, literatura e temos um cuidado especial de falar sobre literatura paraense. Fazemos também muitas indicações para todos os tipos de gostos, além de participar de eventos literários”, detalhou.Para Fernanda, o blog e a Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes têm o mesmo objetivo de compartilhar conhecimento e amor pela leitura. “A Feira tem esse intuito, de levar os livros até os leitores e compartilhar as mensagens que eles trazem, o que é também a nossa ideia. Os livros também falam de problemas sociais que fazem parte da nossa realidade, o que nos faz refletir e, muitas vezes, mudar a nossa perspectiva de mundo”, frisou.O turismólogo Francisco Neto, editor do site “Literaurban”, também relatou que não é da área de Letras, mas que sempre teve um grande apreço pelos livros e pela literatura, e que esse hábito de ler acabou ajudando em muitos momentos da sua vida. “Quando eu li, por exemplo, o livro do Vitor Martins, intitulado ‘15 dias’, que fala de um garoto que estava descobrindo a sua sexualidade, na adolescência, acabei me vendo em muito daquela história. Por isso, tenho grande carinho por esse livro. E acho que a função do livro também é essa, por isso é tão importante termos livros e um evento como esse em que as diferentes vozes são representadas”, pontuou.A professora Flávia Martins é fã do site “Garota Pai D’Égua” e, por influência do portal, começou a participar de um clube de leitura. Hoje, sente que se tornou uma leitora mais completa por conta dessa iniciativa.“O blog e o clube de leitura ajudaram a ampliar ainda mais a minha visão sobre literatura e sobre o que gosto. Pude conhecer autores mais contemporâneos e também autores paraenses. Por isso, hoje me considero uma leitora universal”, analisou.Da mesma forma, a contadora de histórias e mediadora de leitura Joana Chagas fez questão de parabenizar os blogueiros e ressaltou a importância da internet como difusora da literatura. “Hoje, por meio da internet e das redes sociais, vocês com certeza conseguem alcançar muito mais gente e levar a mensagem do amor à leitura, o que é fantástico. Desejo que esse trabalho continue por muito tempo ainda”, enfatizou.Serviço:A Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Estado do Pará e segue até o dia 1º de setembro, quando as ‘Vozes Urbanas’ serão o destaque. O evento é gratuito e aberto ao público no horário de 10h às 21h. Texto: Elck OlveiraFotos: Mário Quadros

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Música e poesia marcam programação cultural na Arena Multivozes
31/08/2019

Música e poesia marcam programação cultural na Arena Multivozes

Ler a letra de uma música preferida de forma a desnudá-la da sonoridade já conhecida. O exercício proposto pelo escritor e jornalista Guaracy Júnior é uma amostra do que o público da 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes pôde conferir na tarde de sábado (31) na Arena Multizoves. Integrando a programação cultural da Feira, o sarau “A Poesia que Virou Música” reuniu Guaracy Júnior e o músico e compositor Toni Soares, além de contar com a participação da cantora paraense Ana Clara em um bate-papo sobre processos de composição musical ligados à literatura.Ressaltando uma parceria antiga, os amigos falaram sobre como se dá o processo criativo que resultou em várias músicas que, em sua maioria, falam de amor. A partir do projeto de criação de um jingle para o Círio de Nazaré, os amigos perceberam uma sintonia entre os poemas escritos por Guaracy e as músicas criadas por Toni. “Eu criei um conto sobre o Círio e, a partir dele, fomos escolhendo as palavras que melhor se adequavam para a música e, da prosa, saiu a poesia”, lembra Guaracy. “Tanto o poema quando a letra da música tem a sua importância e o seu valor, mas é muito interessante ver elas se transformando uma na outra”.Dentro desse processo, Toni lembra que nem sempre é possível inserir um poema inteiro em uma canção. “É preciso adequar a letra à melodia. Por isso, às vezes, não utilizo a letra inteira na música”. “É um exercício”, apontou.Mesclando a leitura dos poemas às músicas que resultaram da parceria, o sarau ainda contou com a participação da cantora paraense Ana Clara, que gravou a composição ‘A Sereia’, mais um fruto da parceria de Tony Soares. “É uma honra estar entre dois autores tão sensíveis e tão inventivos como o Toni e o Guaracy”, pontuou.A sensibilidade destacada por Ana Clara também foi percebida pelo público que desfrutou do espetáculo. “Eu estou encantada com a poesia e com a música deles”, resumiu a poeta paraense Telma Cunha. “A poesia e a Música andam de mãos dadas”.“A poesia e a música sempre foram figuras muito presentes para mim e, por isso mesmo, muito unidas”, avalia a socióloga Edileuza Pena, que também acompanhou o sarau. “Toda a escola seguida por eles, o Guaracy na poesia e o Toni na música, resultaram nessas parcerias fartas que vimos aqui”.Serviço:A Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Estado do Pará e segue até o dia 1º de setembro, quando as ‘Vozes Urbanas’ serão o destaque. O evento é gratuito e aberto ao público no horário de 10h às 21h. Texto: Cintia MagnoFotos: Maycon Nunes

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Cordel produzido na Amazônia ganha espaço na 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes
31/08/2019

Cordel produzido na Amazônia ganha espaço na 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes

Um gênero literário bastante característico do Nordeste brasileiro tem atraído cada vez mais corações e mentes da Amazônia: trata-se do cordel, que ganhou, no final da manhã deste sábado (31), um espaço privilegiado dentro da programação da 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes.A Arena Multivozes, localizada no centro da Feira, deu lugar ao IX Encontro de Cordelistas da Amazônia no dia dedicado às vozes dos autores paraenses.Segundo o cordelista Cláudio Cardoso, presidente da Academia Paraense de Literatura de Cordel (APLC), a associação, fundada no ano passado, reúne cerca de 40 membros de todas as regiões do Estado.“O cordel trabalha muito com os temas que estão acontecendo no momento. Tudo pode virar cordel. Temos andado por todo o Pará, procurado e encontrado muitos cordelistas. Por isso, parabenizo a Feira pela inclusão de gêneros literários, temas e por abraçar as minorias”, destacou.Já o cordelista Francisco Mendes, vice-presidente da APLC, lembrou o início da sua paixão pelo cordel, gênero que tem como um dos maiores ícones o poeta popular cearense Patativa do Assaré. “Comecei a ler o Patativa e me apaixonei pelo esquema de poesia do cordel - as rimas, a métrica, a musicalidade. Daí, comecei a praticar e hoje me considero um cordelista”, contou ele, que também sobrevive como eletricista.Para “Chico”, como é conhecido, a participação do cordel na 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes ajuda a manter vivo esse gênero na nossa região. “O Pará já teve uma das maiores editoras de cordel do País, a editora Guajarina. Ou seja, tivemos e temos uma grande produção. Por isso, estar na Feira é de suma importância, é uma vitrine importante para que possamos difundir ainda mais o cordel”, concluiu.Assim como o cordel nordestino, o cordel amazônico dá atenção especial aos temas locais, como a relação do povo com as águas, as lendas e mitos da região, bem como os assuntos da vida atual. Na apresentação deste sábado, os cordelistas declamaram cordeis que trataram de política, vaidade, hábitos do paraense, entre outros.A professora Valéria Brito, do Centro Educacional Futuro da Amazônia (Cefam), de Belém, levou cerca de 40 alunos do ensino fundamental para visitar a Feira e aproveitou para mostrar a eles a literatura de cordel.“Todos os anos a gente procura trazer os alunos para a Feira e eles adoram, assim como os pais, pois veem a importância do estímulo à leitura. Hoje, estamos tendo a oportunidade de ouvir sobre o cordel, que é um gênero eminentemente brasileiro e que nos revela muito do que somos”, pontuou.Logo depois do sarau dos cordelistas, também foi lançado o livro intitulado “I Antologia de Cordéis do Norte”, editado pela APLC com obras dos cordelistas que fazem parte do grupo.Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que segue até 1º de setembro no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca. Texto: Elck OliveiraFotos: Paulo Favacho

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