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Contação de histórias tem o público como coadjuvante na Arena Walcyr Monteiro
01/09/2019

Contação de histórias tem o público como coadjuvante na Arena Walcyr Monteiro

Uma história contada pela atriz e professora Marluce Araújo na 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes prendeu a atenção do público. O “Olhar que Transver” foi o segundo espetáculo da arena Walcyr Monteiro na tarde deste domingo (1), último dia do evento. A narrativa da atriz é tão envolvente que a plateia acaba se tornando um elemento fundamental na história. Na contação, a atriz usa alguns elementos em cena que encantam o público: uma miniatura de máquina de costura, uma caixa de música, um olho e um binóculo, onde as crianças tentam descobrir o objeto imaginado durante a narrativa.As crianças assumem um papel coadjuvante, tentando descobrir o “Olhar que Transver”, que tem o poder de olhar para dentro e para fora do sentimento das pessoas.Antes de Marluce Araúo, quem se apresentou no palco da arena Walcyr Monteiro foi o veterano contador de histórias infantis e escritor Juraci Siqueira, 70 anos. As crianças e o público adulto fazem fila pra assistir os espetáculos.A aposentada Martinha Conceição, de 64 anos, não perdeu nenhuma contação de história. “Eu gosto muito dessas histórias, volto no tempo mesmo”, destacou. O escritor Juraci Siqueira apresentou no palco as lendas do “Sapato Mágico” e da “Boneca Encantada”.Autor de mais de 80 livros - entre contos, lendas, literatura de cordel e dirigida ao público infantil - Siqueira destaca a feira do Livro como um momento mágico, principalmente para as crianças que acompanham atentamente cada história e cada momento da exibição do escritor. “É muito legal, eu gosto muito”, disse o estudante Caio Vinício, de 10 anos.A programação da arena Walcyr Monteiro seguiu por todo o domingo com a poesia de Mário Quintana, apresentada por Gil Ganesi; o espetáculo de teatro “Os Fuzis da Senhora Carrar”, do grupo Drama Rasgado; e encerra com o Sarau Movimento Hip-Hop Organizado do Pará.Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que segue até o fim do dia 01/09 no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca.Texto: Selma AmaralFotos: Ricardo Amanajás

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Literatura para os jovens é tema de conversa na Arena Multivozes
01/09/2019

Literatura para os jovens é tema de conversa na Arena Multivozes

Neste domingo (1), dia dedicado às vozes urbanas na 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, os autores paraenses Bruna Guerreiro e Andrei Simões falaram durante a tarde sobre o tema “Literatura dos Jovens e para os Jovens”. Eles participaram de um bate-papo mediado pelo livreiro e blogueiro Rafael Lutty na Arena Multivozes. Bruna, que é historiadora de formação, tem mais de cinco obras lançadas, algumas em formato de série. Ela conversou com o público sobre o seu processo de criação e sobre as dificuldades que os autores ainda enfrentam para lançar livros no Brasil.“Ninguém nasce feito. O que faz um escritor é escrever. Hoje, percebo que algumas coisas que eu comecei a escrever lá atrás não eram para aquele momento, pois eu não tinha maturidade - nem idade e nem de escrita - para que elas fossem finalizadas ali. Já demorei 12 anos pra concluir um trabalho”, disse.Já Andrei, que também atua como professor, é um escritor que trabalha mais na linha do terror e da fantasia e tem uma carreira já consolidada na área. Ele disse que a literatura que produz é uma “literatura de guerrilha” por ser aquela que “não fica apenas nas livrarias” e que isso é fundamental para a formação de leitores.“Penso que nunca na história da Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes se deu tanto espaço para o escritor paraense e isso é importante, porque o público local precisa conhecer o que é produzido aqui”, destacou.Para o escritor, o público precisa conhecer os clássicos da literatura, mas aponta que é mais fácil formar leitores propondo leituras mais próximas da vivência deles.“Quando eu era bem jovem, fui obrigado a ler Machado de Assis. Agora, quando eu leio a obra do Machado, claro, gosto muito mais. Acho que obrigar o adolescente a ler coisas que não condizem com a realidade dele, em vez de atrair, acaba afastando”, opinou. É essa a visão da professora Patrícia Nascimento, que ministra aulas de sociologia em duas escolas da rede pública estadual na cidade de Santa Maria do Pará, distante cerca de 100 quilômetros de Belém.Ela idealizou e realiza, há seis anos, uma jornada literária que movimenta todo o município. O objetivo, no início, foi aproximar os alunos da leitura e mostrar os caminhos para aqueles que querem ser escritores. Ela já levou vários escritores paraenses para interagir com os alunos, inclusive Andrei Simões e outros. “Sou uma leitora compulsiva e sempre estimulei os meus alunos à leitura, mas decidi ampliar e criar um evento porque eu tinha dois alunos que queriam escrever e não sabiam como começar. Aí chamei autores paraenses para contar a experiência deles. Assim começou o evento, que hoje não é mais só um evento da escola, mas de Santa Maria, porque toda a cidade já abraçou”, contou ela, que participou do debate com os escritores paraenses. Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que segue até o fim do dia 01/09 no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca.Textos: Elck OliveiraFotos: Paulo Favacho

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Grupo de Arte da Fasepa homenageia Xico Sá neste domingo (1)
01/09/2019

Grupo de Arte da Fasepa homenageia Xico Sá neste domingo (1)

“A arte é meu lugar de liberdade”. Essa foi a frase que iniciou a apresentação do Grupo de Arte da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (FASEPA) e deu título ao espetáculo realizado na Arena Walcyr Monteiro no último dia da 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes.  O projeto faz parte das ações de socioeducação para crianças e adolescentes atendidos da instituição. “Esperamos pautar a socioeducação dentro de uma rotina de discussões sociais possíveis, buscando soluções de inclusão desses jovens. A cultura é um caminho muito bom para abrir portas para isso”, destacou o presidente da FASEPA, Miguel Fortunato.    Homenageando Chico Sá, seis adolescentes se apresentaram na ocasião. Rita Dias, arte educadora responsável pelo projeto, explica que o processo de montagem da apresentação contou com os adolescentes em todas as fases. “A cada aula, fizemos o trabalho de leitura, interpretação de texto e a construção de releituras voltadas para músicas, teatro e construção poética. Tudo a partir da obra de Chico Sá”, explicou. Paulo dos Santos, de 19 anos, participa do projeto tocando surdo, um instrumento de percussão. “Nossa apresentação é uma homenagem para o Chico Sá, uma mistura de música e teatro que trabalhamos durante muito tempo”, revelou. “Fui convidado para assistir a apresentação por um amigo que trabalha na FASEPA e é muito legal ver que a Feira do Livro tem espaço para esses projetos”, comentou Nelito da Costa, de 18 anos, que veio hoje especialmente para esta apresentação.Representantes da Fasepa agradecem apoio da Imprensa OficialA coordenadora do Portal do Conhecimento, Ellana Silva, recebeu na tarde deste domingo (1º) os representantes da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa) que visitaram o estande da Imprensa Oficial do Estado para agradecer pelo apoio à apresentação do espetáculo.Segundo o presidente da Fasepa, Miguel Fortunato, a parceria com a Ioepa é importante, sobretudo, por conta do desenvolvimento da cultura, que é super importante na formação do adolescente. “A socioeducação, como uma instituição, precisa trabalhar o eixo da cultura como uma atividade regular e que engrandeça o desenvolvimento do adolescente”.Segundo ele, uma ação como essa, embora simbólica, é um convite a todas as secretarias a pautar a socioeducação no dia a dia. “É uma política que necessita naturalmente de uma interinstitucionalidade, com a integração de todas as pastas públicas que possam trazer oportunidades para essa nossa juventude”, reforçou. Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que segue até o fim do dia 01/09 no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca.Texto: Isabela Quirino / ASCOM IoepaFotos: Maycon Nunes / ASCOM Ioepa

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Palestra aborda o Carimbó como instrumento de movimentos populares da periferia
01/09/2019

Palestra aborda o Carimbó como instrumento de movimentos populares da periferia

A jornalista Priscila Duque, participante do grupo “Cobra Venenosa”, esteve na Arena Multivozes para dar a palestra "Cultura Popular, Protagonismo Periférico e Inclusão: vozes da arte independente no Pará". Ela abordou a função social do Carimbó como instrumento de crescimento da arte popular independente e periférica na capital paraense.Pela primeira vez como palestrante de um evento desse porte, Priscila agradeceu à organização pela oportunidade de falar sobre o trabalho da arte popular independente e da resistência que os movimentos carregam em defesa dos mais pobres, pretos e homossexuais. entre outros grupos heterogêneos que compõem a sociedade brasileira.Atuando há mais de 10 anos na luta engajada de movimentos periféricos e arte popular, Priscila, que também é mestre em Ciências Sociais com ênfase em Sociologia, diz que a população brasileira não pode retroceder em suas conquistas sociais, direitos e empoderamento de grupos que até meados da década de 70 e 80 amargavam o preconceito. “Não podemos mais voltar no tempo, temos que continuar lutando contra injustiças e por uma sociedade melhor”, disse ela, que também atua como produtora cultural e assina trabalhos de multimídia. “A arte paraense é pulsante", disse.Em sua palestra, Priscila destacou a necessidade de engajamento social como forma de enfrentar os desafios das comunidades que vivem na periferia das grandes cidades brasileiras. Sobre a 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro, Duque elogiou muito a iniciativa de procurar atender todas vozes da sociedade. “Quero parabenizar e agradecer a organização da Feira do Livro. Estou aqui pela primeira vez falando para o público. Muita honra e gratidão para nosso povo da periferia”, disse.Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que segue até o fim do dia 01/09 no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca.Texto: Selma AmaralFotos: Alex Ribeiro

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Papo Cabeça: voz da periferia domina Arena Multivozes
01/09/2019

Papo Cabeça: voz da periferia domina Arena Multivozes

Voz, cor, linguagem e energia da periferia de Belém foram protagonistas do Papo Cabeça com o tema "Protagonismo Periférico", que aconteceu neste domingo (1) na Arena Multivozes.  O encontro reuniu pessoas de todas as idades e começou com explanação da professora Lilia Melo, que atua há 11 anos na Escola Estadual de Ensino Infantil, Fundamental e Médio Brigadeiro Fontenelle, localizada no bairro da Terra Firme. Ela criou o projeto “Terra Firme: Juventude Periférica – do extermínio ao protagonismo!”, que incentiva a produção de conteúdo audiovisual criado pelos próprios alunos da rede pública e desenvolvido a partir da observação da realidade e do cotidiano onde vivem. O projeto lhe rendeu, ao final do ano de 2018, a premiação de melhor professora do país na categoria Ensino Médio."É preciso ouvir os nossos alunos. Não podemos entrar na sala de aula, falar 50 minutos de conteúdo, perguntar no final se o aluno entendeu e ir embora sem saber o que ficou. É preciso ouvir", ressaltou. Ao longo do Papo Cabeça, a pluralidade foi se apresentando em talentos diferentes de pessoas que subiam ao palco para mostrar suas originalidades. Declamação de poemas, danças, teatro... atos de uma geração que não contenta mais com a invisibilidade social. "Foi muito emocionante. Nós somos pessoas jovens, da periferia, que estamos construindo um novo mundo. Temos talento e viemos aqui dar o nosso recado", afirmou Natasha Angel Borges (17), integrante e roteirista do CineClube Terra-Firme. Para a professora, destaques à periferia como o que foi dado na Fria do Livro (um dos maiores eventos literários do país) são essenciais para dar vez ao que é produzido por uma parte muitas vezes esquecida da sociedade. "Em vários momentos, espaços como esse foram ocupados por pessoas do mundo acadêmico. Porém, quando se fala em conhecimento, precisamos ter ciência de que ele também vem da periferia. É preciso ouvir essas vozes que são excluídas, que vêm falar do que acontece por lá. E o que acontece lá não é diferente do que acontece no centro. Uma oportunidade como a Feira é uma vitrine onde a gente pode mostrar que a periferia existe e não é feita só de drogas e marginais, mas também de trabalhadores e jovens que conseguem se superar com a sua arte, com a sua história, com seus sonhos", ressaltou. O projeto, que antes atendia apenas estudantes da escola, foi crescendo e agregando mais pessoas para a promoção da realidade periférica e da cultura de paz. Com um ano de existência, o projeto desenvolve ações culturais por meio do Cine Clube TF, Arte Dance e Os Favelados, todos com integrantes de diversos bairros como Guamá, Benguí e Cabanagem, por exemplo. "Estou encantada com todos os trabalhos que vejo aqui. Esses talentos são vozes que ecoam do processo de resistência que surge da periferia. Eu fico muito feliz por essa multidão vir até aqui e poder perceber que a periferia, que é tão subalternizada, está trazendo à tona a sua identidade em frentes como cinema, dança e poesia, por exemplo. São corpos e mentes falando do quanto elas estão ali, resistentes e persistentes, acreditando no que são", finalizou Elaine Lopes, professora do anexo Bem- Vinda de França Messias. Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que segue até hoje no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca. Texto: Aline SaavedraFotos: Paulo Favacho

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Contação de histórias encanta o público na arena Walcyr Monteiro neste domingo (1)
01/09/2019

Contação de histórias encanta o público na arena Walcyr Monteiro neste domingo (1)

Com olhares atentos, várias crianças acompanharam as histórias contadas pelas contadoras de histórias Zezé Caxiado, Valdiné Ribeiro e Elizandra Fernandes (as duas últimas contadoras do Núcleo de Ensino Fundamental da Secretaria Municipal de Educação (Semec), da Prefeitura de Belém). A contação aconteceu na manhã do último dia da 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes.Mas não foram apenas as crianças que aproveitaram. Iraci Tavares, professora do Ensino Fundamental, acompanhava sua neta, Júlia, e comentou o quanto estava encantada com a programação. “Esse é um momento bom para as crianças e até para o próprio adulto, que sai um pouco da rotina de trabalho e lembra da infância”, disse. As histórias desta manhã apresentaram lendas das culturas norte-americanas e africanas (como “Tapete Mágico” e “O Homem da Árvore na Cabeça”) e lendas regionais como “A Lenda da Vitória Régia”. “É legal dialogar com essas culturas, que estão dentro da temática de multivozes da feira, e mostrar para as crianças que as culturas possuem muitos pontos de intercessão apesar de serem diferentes, que podemos reconhecer no outro o que é comum para nós”, explicou Elizandra Fernandes, professora que apresentou as histórias do Tapete Mágico. Zezé Caxiado, contadora que apresentou uma lenda africana para as crianças, explica que a contação de história é a primeira conexão das crianças com os livros. “É para que a criança visualize que aquilo está vindo de um livro. Gosto sempre de mostrar para elas os cenários do que estou contando a partir do que está no livro”, disse.Iraci, que aproveitou todas as histórias com a neta, concorda. “Toda a interação que a criança possa ter com livros é boa.Temos que incentivar nossas crianças para que elas saiam de casa e vejam esse mundo dos livros, que é tão lindo, e compartilhem o que elas viram e ouviram com outras pessoas”, finalizou. Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que segue até o fim do dia 01/09 no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca.Texto: Isabela QuirinoFotos: Maycon Nunes e Alex Ribeiro

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Música instrumental e carimbó de Dona Onete encerram penúltimo dia da Feira
01/09/2019

Música instrumental e carimbó de Dona Onete encerram penúltimo dia da Feira

O encerramento da programação do dia das Vozes do Autor Paraense na 23° Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes ficou por conta do show “Amazônia Visceral” dos músicos Rafael Lima e Minni Paulo, e do carimbó chamegado de Dona Onete, um dos maiores nomes da música contemporânea paraense.O dia em homenagem às Vozes do Autor Paraense foi recorde de público, de acordo com a organização da Feira. Mais de 70 mil pessoas passaram pelo Hangar nesse sábado (31).Dona Onete colocou o público pra dançar com muito carimbó chamegado “Eu tava aqui na grade desde 20h esperando o show da Dona Onete, escolhi vir esse dia na Feira justamente por conta do show dela. Eu não perco a oportunidade de ouvir a Garça Namoradeira”, falou uma empolgada Suely Souza.Antes de subir no palco, Dona Onete destacou a importância de homenagear os autores paraenses. “Antes o espaço dedicado aos nossos artistas era bem menor, mas as pessoas reconheceram que trazer o artista paraense dá muito certo”, enfatizou a cantora e compositora.Dona Onete já se apresentou outras vezes na Feira e ressalta que o evento é muito importante para incentivar os jovens atuais à leitura. Além de ser uma forma de divulgar os autores locais.No repertório, não faltaram músicas de seu último disco, "Rebujo" (como "Ação e Reação" e "Festa do Tubarão") e clássicos como "Banzeiro e "No Meio do Pitiú". A plateia foi ao delírio e a cantora se declarou ao povo paraense."Nada me deixa mais feliz do que cantar pro meu povo", disse.Mais cedo, "Amazônia Visceral" teve Minni Paulo e Rafael Lima prestando homenagens a Waldemar HenriqueO show “Amazônia Visceral” comemora os 40 anos de amizade e música instrumental de Rafael Lima e Minni Paulo. Uma amizade que nasceu no backstage dos shows do Sol do Meio Dia, considerado o primeiro grupo de música instrumental independente de Belém. “Esse é o segundo show desse projeto que celebra a amizade. São muitos anos de história e é muito importante marcar essa data juntos no palco. Eu estou muito feliz, é fantástico estar tocando nesse dia que homenageia as vozes paraenses. eu e o Rafael fazemos parte disso e também estamos homenageando um grande nome da musica do Pará, o maestro Waldemar Henrique”, contou o músico Minni Paulo.O maestro e compositor Waldemar Henrique marcou a carreira dos dois músicos. Minni Paulo fez uma música dedicada a ele em seu primeiro CD e Rafael Lima foi acompanhado por Waldemar ao piano em “Foi Boto Sinhá”, registro feito na casa do próprio maestro para o programa "Som no Tucupi", da TV Cultura do Pará. “Nos unimos para comemorar nosso tempo de amizade, mas também homenagear esse grande maestro. Nosso show conta com uma música dele e duas músicas para ele”, explicou o músico Rafael Lima.Música de boa qualidade, foi assim que o público definiu o show “Amazônia Visceral”.“Eu só tive tempo para visitar a Feira hoje e fiquei muito feliz quando vi que ia ter um show em homenagem ao Waldemar Henrique, um compositor responsável por fazer música boa no nosso estado. E o show do Rafael Lima e Minni Paulo trouxeram a riqueza da nossa música”, animado disse Wilson Vieira, que acompanhou o show desde o início.Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que segue até o fim do dia 01/09 no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca.Texto: Bianca BuenanoFotos: Paulo Favacho

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Dentro e fora do livro: mesa redonda discute literatura e performances
01/09/2019

Dentro e fora do livro: mesa redonda discute literatura e performances

Fazer poesia para além do livro impresso. Esse é o grande desafio de escritoras-poetas que participaram na tarde deste sábado da mesa redonda: “Dentro e Fora do Livro – a palavra poética e suas performances/escritores que fazem poesias em escolas e palcos abertos”, realizada na Arena Multivozes.Heliana Barriga, Rita Melem e Roseli Sousa, mediadas por Roberta Tavares, contaram suas experiências como poetas e contadoras de histórias para uma alegre plateia. A poesia para além do livro impresso foi o tema dos debates das autoras que autografaram livros após a mesa redonda.“O poema é uma geladeira e a poesia é o que tem dentro. Estamos em um mundo onde a poesia feminina não é considerada, mas nesta noite estamos felizes por estar na companhia de três mulheres que fazem poesia e cantam a poesia”, disse Heliana Barriga, uma das mais antigas poetas e contadoras de história de Belém.Foi ao assistir uma performance de Heliana Barriga “plantando” um livro, literalmente, em Castanhal, que a poeta Roseli Sousa, percebeu que seu caminho passaria pela literatura. “Ela enterrou um livro, (o Terra Mulher), e desde então passei a pensar que os livros davam em árvores”, disse a divertida escritora. Hoje, Roseli faz poemas e os declama para a criançada em espaços públicos em Belém. “Quem faz poemas para além do livro, faz performances. E eu gosto de fazer performances”. Ela levantou o debate sobre a existência do livro físico, impresso e a perenidade da poesia. “Desejo que a poesia chegue, que ultrapasse o livro físico, que saia do livro e chegue ao leitor desejante”, resumiu.Rita Melém e Roseli Sousa distribuíram autógrafos dos livros Sobrepoemas e O Divino Feminino Liberto na Pakatatu e no estande do escritor paraense. “Hoje foi o dia da voz feminina e desse movimento político que tem dentro e fora das escolas. Ficamos felizes de poder discutir isso nesse espaço multivozes da feira do livro”, comemorou Rita Melém.Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que segue até o fim do dia 01/09 no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca.Texto: Marta BrasilFotos: Ricardo Amanajás

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