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Paes Loureiro participa de análises e debates sobre sua obra neste domingo (25)
25/08/2019

Paes Loureiro participa de análises e debates sobre sua obra neste domingo (25)

No dia em que a 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes dá destaque às Vozes Homenageadas, a poesia de João de Jesus Paes Loureiro foi tema de ações diferentes ao longo do dia na Arena Multivozes. Às 15h, o público pôde conferir uma análise do professor Silvio de Holanda sobre o que ele mesmo chamou de multiplicidade artística do poeta paraense. Às 16h, uma mesa redonda reuniu pesquisadores para um debate sobre suas obras e ensaios. Análise Sob a temática “As Imagens Urbanas na Poesia de Paes Loureiro”, o professor Silvio De Holanda discutiu especialmente a publicação “Altar em Chamas”. “Destaco essa espécie de mapa que ele faz de aspectos, momentos, pessoas públicas que fizeram Belém. Paes Loureiro dialoga com a história da cidade”, observa.Mesa-redondaA mesa-redonda “Paes Loureiro, Pensador da Amazônia (Poesia e Ensaísmo)” teve uma rica discussão conduzida pelo professor Carlos Dias, que intermediou os debates com participações dos pesquisadores Relivaldo Pinho e Luís Heleno Montoril Del Castilo.“Incrível como o poeta consegue, em suas obras, a transfiguração poética. Ele sai do mito e vai para poesia quando se refere aos elementos amazônicos”, disse o pesquisador Luís Heleno em referência ao boto, principal elemento da obra “Cultura Amazônica: uma poética do imaginário”.  O espectador Paes Loureiro O poeta homenageado, enquanto espectador, afirma que se sentiu renovado com as experiências. “Enriqueceu minha percepção das obras. Quanto mais o leitor é erudito, mais detalhes e referências ele percebe desse trabalho. Gostei imensamente”, revelou um sorridente Paes Loureiro.Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Cultura (Secult), que segue até 1º de setembro no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca.Texto: Natália Mello e Bruno MagnoFotos: Michael Nunes e Ricardo Amanajás 

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Sarau "Encharcado", de Renato Gusmão, comove público com poesia e humor neste domingo (25)
25/08/2019

Sarau "Encharcado", de Renato Gusmão, comove público com poesia e humor neste domingo (25)

A poesia invadiu a 23ª Feira Pan Amazônica do Livro e das Multivozes na tarde deste domingo (25) com o sarau “Encharcado”, de Renato Gusmão, que aconteceu na Arena Multivozes. O público se encantou com as declamações e ainda deu boas risadas com a presença do palhaço “Jojoca”.Escrito em 2013, o livro “Encharcado” homenageia os 400 anos de Belém e exalta a presença da chuva e do calor na capital paraense. O lançamento oficial da 4ª obra de Renato Gusmão só pôde acontecer anos depois, com ajuda de financiamento coletivo.Para Renato, a obra é uma das mais emblemáticas que já escreveu. “Chuva, suor, calor, a poesia e o amor. Isso tudo encharca e o título vem daí, homenageando a cidade que eu amo. É a obra mais consistente que já escrevi”, conta.Na Arena, a essência do sarau despertou o interesse do público com declamações, música e encenações. “A obra abrange vários públicos, fazendo com que todos, independente da idade, sintamos vontade de conhecer mais”, explica a Pedagoga Andreza Meireles, que destaca a citação da Amazônia em trechos da poesia. Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Cultura (Secult), que segue até 1º de setembro, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca.Texto: Gabriel Marques (ASCOM Secult)Foto: Mário Quadros

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Crianças lotam Arena Walcyr Monteiro para prestigiar a Cia dos Notáveis Clowns neste domingo (25)
25/08/2019

Crianças lotam Arena Walcyr Monteiro para prestigiar a Cia dos Notáveis Clowns neste domingo (25)

O auditório da Arena Walcyr Monteiro, espaço montado no Hangar especialmente para a 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, ficou lotado de crianças na manhã deste domingo (25). Às 10h30, elas prestigiaram em peso a apresentação do espetáculo “Cada Qual no Seu Barril”, da Cia dos Notáveis Clowns.Leve e divertida, a apresentação encantou o público - especialmente as crianças, que assistiram tudo acompanhadas pelos pais. Segundo Adhara Belo, produtora da companhia de artes cênicas e palhaça, a grande lição da montagem é mostrar a importância da união. “O espetáculo faz uma alusão à guerra e é encenado por dois palhaços que implicam um com o outro. Eles disputam números de mágica, mas no final percebem que o circo se faz junto”, explica.Contação de histórias Após a performance, Yandra Galuppo entrou em cena e, no mesmo espaço, narrou a contação “Histórias dos Livros e Suas Histórias”. Ela conta que este tipo de manifestação artística se destaca pela materialização do que é descrito nos livros. “A gente se apropria da história e distribui o encantamento da história. É um momento mágico da relação humana e o livro é essencial nesse processo”, pontua.Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Cultura (Secult), que segue até 1º de setembro, no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca.Texto: Natália MelloFoto: Alex Ribeiro

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Após abertura da 23ª Feira do Livro, Rádio Escola do interior consegue entrevista com governador
25/08/2019

Após abertura da 23ª Feira do Livro, Rádio Escola do interior consegue entrevista com governador

Finalizado o ato que marcou o início da 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, o evento foi palco de um momento especial para o Aluno Repórter - A Imprensa na Escola no sábado (24). O projeto de rádio escola, desenvolvido pelo Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) da Seduc para alunos de 27 escolas em Bragança e Capanema, conseguiu uma entrevista exclusiva com o governador Helder Barbalho.O projeto sempre é destaque no estande da Seduc na Feira Pan-Amazônica do Livro, mas pela primeira vez contou com a participação de um governador. Durante a entrevista, Helder saudou os estudantes e falou da importância da Rádio no processo educacional. “Fico muito feliz em saber que desenvolvemos projetos dessa natureza, importantes para a formação dos alunos. Queria, desde já, parabenizar a todos pela iniciativa”, disse. O respeito à diversidade e a defesa da Amazônia foram os assuntos mais comentados. “Precisamos deixar claro que em nosso Estado a lei existe, que há regras e que quem cumpre a lei tem o apoio do Estado”, disse Helder. O governador também defendeu o acesso à literatura e o respeito à diversidade.Emocionado, o entrevistador Beto Amorim resumiu o sentimento de ter o projeto valorizado. “É uma satisfação realmente muito grande que engrandece e nos anima ainda mais no desenvolvimento desse projeto”. O Aluno Repórter já foi premiado diversas vezes e tem ajudado a profissionalizar inúmeros alunos da rede pública de ensino.Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Cultura (Secult), que segue até 1º de setembro, no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca.Texto: Leidemar Oliveira (Ascom – Seduc)Foto: Mário Quadros

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Exibição de animações paraenses abre programação da 23ª Feira do Livro neste domingo (25)
25/08/2019

Exibição de animações paraenses abre programação da 23ª Feira do Livro neste domingo (25)

A exibição da trilogia infantil paraense “Turma da Pororoca”, do cineasta Cássio Tavernard, abriu a programação da 23ª Feira Pan Amazônica do Livro e das Multivozes neste domingo (25). Realizada na Arena Multivozes, espaço dedicado às principais programações da Feira, a ação reuniu crianças, jovens e adultos.Os dois primeiros filmes exibidos foram “A Onda – Festa na Pororoca” e “O Rapto do Peixe-Boi”, produções lançadas entre 2004 e 2006 que retratam as aventuras marítimas do Camarão e seus amigos durante a festa realizada no período do fenômeno da Pororoca. O terceiro curta, “Allegro Pero No Mucho” foi lançado em 2013 e homenageia a cultura paraense sem barreiras, do erudito ao popular.Com roteiro adaptado do teatro para o cinema no primeiro filme, lançamentos em DVD e ainda exibição em festivais na França, a trilogia apresenta música original composta pelo Amazônia Jazz Band e pelo Maestro Tinoco Costa. Para Cássio Tavernard, criador das animações, a exibição dos filmes é uma forma de mostrar a cultura paraense em sua essência e ainda valorizá-la. “O evento tem a característica de atender as multivozes e a exibição desses filmes consolida essa intenção. Me orgulha ter os filmes fazendo parte da programação”, revela.Para os visitantes, o contato com animações paraenses é uma forma de agregar conhecimento e ainda conhecer novas culturas. É o caso de Tércio Nery, que veio até a Arena Multivozes acompanhado da esposa Letícia Mota e do filho Heitor Nery, de apenas dois anos. “É muito importante ambientar ele desde criança a esses novos conhecimentos e culturas. É interessante tanto para mim quanto para ele, pois assim conhecemos mais da cultura do Pará e do que é produzido na região”, ressalta o visitante.Atraído pelo desfecho da trilogia, o fotógrafo Natan Garcia veio acompanhado dos filhos, aproveitou para mostrar os filmes para as crianças e prestigiar os rumos finais da história. “Vim pela curiosidade e trouxe também as crianças, pois queria conhecer mais o trabalho do Cássio. Já conhecia os dois primeiros, mas ainda não tinha visto o último filme, então aproveitei para assistir todos”, conta.Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Cultura (Secult), que segue até 1º de setembro, no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca.Texto: Gabriel Marques (ASCOM Secult)Foto: Paulo Favacho

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Imprensa Oficial relança obra de Haroldo Maranhão na 23ª Feira do Livro
25/08/2019

Imprensa Oficial relança obra de Haroldo Maranhão na 23ª Feira do Livro

O livro “Flauta de Bambu”, do célebre escritor Haroldo Maranhão, volta a circular pelos bastidores da literatura em uma cerimônia de relançamento marcada para as 18h30 deste domingo (25). O ato também marca o lançamento da editora da Imprensa Oficial do Estado (Ioepa) e acontece no estande da Ioepa na 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e Multivozes.A escolha da obra foi estratégica e definida em conjunto pelo presidente da Imprensa Oficial, Jorge Panzera, o coordenador da editora, Rodrigo Moraes, e o jornalista e crítico literário Elias Pinto Ribeiro, convidado para fazer a reedição do livro. “É muito importante apresentar Haroldo Maranhão às novas gerações de leitores. Trata-se de um livro delicioso e leve de crônicas que está fora do circuito comercial. O leitor vai adorar a leitura no primeiro contato com a obra de Haroldo Maranhão”, comentou Elias.Em entrevista por telefone às vésperas do lançamento, Paulo Maranhão, filho do escritor, revela ter ficado muito feliz com a notícia. “Como há muitos anos não é lançado nada do meu pai, creio que essa reedição pode alavancar o interesse para a edição de outras obras, principalmente as inéditas”, disse.Ele recorda que uma das últimas movimentações em torno das obras do pai no Pará foi a produção de uma série televisiva em 2010, pela TV Cultura do Pará, da novela “Miguel Miguel”, publicada pela Editora Cejup em 1993. Por conta da minissérie realizada através do edital de minisséries da Funtelpa, a obra entrou na lista das leituras obrigatórias do vestibular paraense por um bom tempo.Fora do circuito O presidente da Imprensa Oficial, Jorge Panzera, esclarece que, além de Haroldo Maranhão, vários outros autores de renome vão poder entrar na linha de editores fora de catálogo da editora da Imprensa Oficial.“Este será o papel da editora da Imprensa Oficial a partir desta Feira do Livro: reeditar autores que fazem parte da história da literatura paraense. Queremos reapresenta-los à sociedade paraense porque você não encontra muitas obras desses escritores nas prateleiras das livrarias”, comentou.A editora é institucionalizada a partir desta edição da Feira do Livro com a assinatura do decreto do governador Helder Barbalho, que institui a Política Pública de Edições e Publicações de Livros, Revistas, Cartilhas, Jornais e E-books do Estado do Pará, marcando o lançamento oficial da editora com as quatro linhas editoriais e o edital de incentivo à literatura paraense. Saiba mais aqui.Trajetória do autor Considerado um dos grandes prosadores da região Amazônica, o jornalista, escritor e advogado Haroldo Maranhão nasceu em Belém no dia 7 de agosto de 1927. Filho do jornalista João Maranhão e de Carmen Lima Maranhão, aos 13 anos já atuava como repórter policial do jornal A Folha do Norte. Publicou mais de 40 obras, entre romances, contos, diário, novelas, infanto-juvenis, correspondência, antologia, infantis e alguns contos figurantes em antologias.O relançamento da obra “Flauta de Bambu”, de Haroldo Maranhão, será neste domingo (25), às 18h30, no estande da Imprensa Oficial do Estado do Pará (Ioepa), dentro da programação da 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e Multivozes, no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém.Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Cultura (Secult), que segue até 1º de setembro, no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia. O evento está aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca. Texto: Julie RochaFotos: Julie Rocha e Acervo/Paulo Maranhão Ascom/Ioepa

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Decreto de edições e publicações de livros do Pará é assinado na abertura da 23ª Feira do Livro
25/08/2019

Decreto de edições e publicações de livros do Pará é assinado na abertura da 23ª Feira do Livro

O governador Helder Barbalho assinou o decreto que institui a Política Pública de Edições e Publicações de Livros, Revistas, Cartilhas, Jornais e E-books do Estado do Pará, outorgando à Imprensa Oficial do Estado a responsabilidade de publicar obras em formatos variados. O ato aconteceu na abertura da 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, na noite de sábado (24), no Hangar, em Belém.Durante o discurso de abertura, o governador falou sobre a importância de reduzir preços de produção de literatura e diminuir a necessidade de buscar alternativas no mercado privado. “A estrutura pública deve permitir a pluralidade e a ampliação da oferta literária paraense com custo diluído”, apontou, ressaltando que a medida gera novas oportunidades para o mercado regional em nível nacional e global.Linhas editoriaisA partir da assinatura do decreto, a Imprensa Oficial vai poder trabalhar em quatro linhas editoriais, atendendo todos os segmentos literários do estado com edição e publicação de obras de interesse coletivo, científico, acadêmico e social. São elas: linha de publicações de autores e títulos fora de catálogo; linha de editais públicos de publicações; linha de publicações científicas, acadêmicas e relações interinstitucionais; e linha de publicações comerciais.“O Governo do Estado garantirá, por meio da Imprensa Oficial, que sejam editadas e publicadas obras de autores paraenses históricos e contemporâneos nas mais diversas regiões do Estado do Pará, desde que não contenham qualquer tipo de discriminação ou infrinjam os direitos fundamentais humanos”, comentou o assessor da Imprensa Oficial, Moisés Alves. Ele é o responsável pela elaboração dos editais e do decreto de criação da política pública.O presidente da Imprensa Oficial, Jorge Panzera, explica que, a partir desta edição da Feira do Livro, a Imprensa Oficial já se constitui como editora pública, incentivando ainda mais a publicação de livros de autores paraenses. “A Imprensa Oficial já tem uma experiência importante e de muita produção literária, como vamos apresentar nas obras que serão lançadas no nosso estande. Agora é agregar os elementos para construir uma editora pública e enfrentar ainda mais esse bom desafio que é produzir livros”, comentou.Flauta de BambuNa noite de domingo (25), os visitantes da 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes já poderão ter acesso à primeira obra da linha de autores fora de catálogo, que deve trazer relançamentos anuais de importantes obras de escritores paraenses que estão fora do circuito comercial.Trata-se do relançamento do livro de crônicas “Flauta de Bambu”, de Haroldo Maranhão, considerado um dos mais importantes escritores paraenses. O livro foi publicado em 1982, ganhando o Prêmio Nacional Mobral de Crônicas, e será relançado com edição e prefácio do jornalista Elias Pinto Ribeiro e revisão de Paulo Maués, mantendo o formato editorial original.Prêmio literário “Dalcídio Jurandir”Outra novidade da programação do estande da Imprensa Oficial é o lançamento do edital de incentivo à literatura paraense “Prêmio Literário IOE Dalcídio Jurandir 2019”, abrindo a linha de editais públicos de publicações que vai selecionar 13 obras literárias (sendo doze na modalidade “prosa” e uma na modalidade “poesia”) para fomentar a participação e publicação de autores das doze regiões de integração do estado. As obras selecionadas pela editora já serão lançadas na próxima edição da Feira do Livro.Gestão com foco na política editorialDesde o início do ano, a Imprensa Oficial já vem trabalhando na construção de uma política editorial para valorizar as publicações de autores paraenses em todo o estado do Pará por meio de encontros e debates literários em Belém, Santarém e Marabá, ouvindo diversos representantes do segmento literário, entre representantes das academias e entidades literárias no oeste, sul e sudeste do estado, escritores, contadores de histórias e outros profissionais envolvidos.O último encontro ocorreu na quarta-feira (21), na sede da autarquia, com a participação dos escritores paraenses que lançarão as obras pela editora da Imprensa Oficial. No total, a editora da Imprensa Oficial terá 15 lançamentos de autores variados, além da exposição e venda de mais de 40 livros de autores paraenses que já foram lançados nas últimas edições da Feira ou levam o selo da Imprensa Oficial.Com um estande de 50 m² (um dos maiores do evento) e concepção visual voltada para a temática “Criança, Paz e Conhecimento”, a Imprensa Oficial do Estado terá várias atividades infanto-juvenis para marcar o lançamento do Portal do Conhecimento, projeto que amplia as ações do antigo Livro Solidário na arrecadação e distribuição de livros para as comunidades, visando incentivar também o fomento a bibliotecas comunitárias no estado do Pará. A programação inclui contação de histórias, sarau literomusical, rodas de conversas, cafés filosóficos e oficinas de quadrinhos.Pan nas EscolasA Pan Escolas vai proporcionar um encontro dos escritores que serão homenageados na 23ª Feira do Livro que irão até os alunos das escolas públicas estaduais nos bairros do Jurunas, Guamá, Cabanagem, Terra Firme e Benguí. Trata-se de uma iniciativa organizada em parceria entre a Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e a Imprensa Oficial do Estado “O objetivo é levar a Feira do Livro até os alunos através desse contato direto. Acreditamos que ter a oportunidade de incentivar o aluno a ler uma obra, trabalhar durante dias as turmas e incentivar o bate papo do aluno com o autor é muito importante na formação cultural desse ser pensante”, diz a coordenadora do Portal do Conhecimento, Ellana Fiama, responsável pela programação da Pan nas Escolas. Serviço: O estande da Imprensa Oficial do Estado, com o tema “Criança, Paz e Conhecimento”, está instalado ao lado da Arena Multivozes, na 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, e ficará aberto ao público até 1º de setembro, com visitação de 10h às 22h.(ASCOM IOE)Foto: Paulo Favacho

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Abertura da 23ª Feira do Livro celebra diversidade e necessidade de união pela Amazônia
25/08/2019

Abertura da 23ª Feira do Livro celebra diversidade e necessidade de união pela Amazônia

"Que Jesus e Deus possam iluminar a todos nós nesse momento que estamos vivendo. Iluminar as mentes daqueles que têm a responsabilidade coletiva pela nossa Amazônia". Com um discurso que fez reverências aos grandes homenageados da 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro, na noite deste sábado, 24, no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, o governador Helder Barbalho não se isentou, em um evento que se propõe plural por essência, de reforçar uma postura presente em relação ao assunto que domina as atenções em todo o mundo. João de Jesus Paes Loureiro e Zélia Amador de Deus também reforçaram a fala do chefe do Executivo Estadual, em reconhecimento e reforço ao posicionamento. A programação da feira segue até o dia 1o de setembro, das 10h às 22h, com entrada franca a todos os eventos."O amor pela Amazônia, nesta Feira, provoca uma reunião entre o autor, o livro e o leitor. É isso que me encanta em uma feira como essa, em uma época como essa. Só que eu estou na Amazônia, e a Amazônia não está feliz. E apesar de minha felicidade individual pela homenagem, careço da felicidade coletiva desta Amazônia que arde em chamas, abandono e desespero de um povo que sempre defendeu a liberdade, grandeza e respeito", discursou Paes Loureiro. "Tenho esperança que esta imensa lágrima que seguro seja a água do Rio Amazonas jorrando no oceano da beleza universal para contribuir com o mundo, com sua grande força humana que existe nessa terra", emocionou-se.Zélia também dedicou a honraria ao coletivo. "A todos que trazem a marca da diversidade diminuída pela diferença no próprio corpo. A homenagem é coletiva, nunca individual, com todos aqueles e aquelas considerados os interditos da diferença transformada em desigualdade. Que a Amazônia consiga se recuperar e que tenhamos uma sociedade democrática, utopia da qual nunca abrirei mão", almejou.Em meio ao ato de abertura, o governador assinou, junto com o presidente da Imprensa Oficial do Estado do Pará (Ioepa), Jorge Panzera, o decreto que cria a Política Pública de Edições e Publicações do Estado do Pará para livros, revistas, cartilhas, jornais e e-books. A dez representantes do quadro funcional da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), entregou cartões do Credlivro para simbolizar o alcance a mais de 19 mil servidores do bônus esse ano, totalizando um investimento de cerca de R$ 3 milhões. Para Helder, poder homenagear "duas figuras que representam a essência literária, a diversidade do pensar e a pluralidade cultural da nossa região é algo extraordinário". Ele comparou a capacidade de representatividade apresentada nesta edição da Feira Pan-Amazônica do Livro ao papel do próprio Governo mediante ao enfrentamento que o Estado e país assumem diante de um cenário ambiental que se tornou mundial. "Vivemos um momento singular de observação global e não devemos nos omitir, muito menos estarmos coadjuvantes nesta discussão. O faço por responsabilidade pública e por compreensão de que este pedaço do planeta pertence, sim, a cada um de nós. Não posso aceitar discurso fácil de que, se outros erraram e não preservaram seus ativos, isso nos permite a incorrer no mesmo erro. Pelo contrário, errar é humano, persistir é inadmissível. Tenho buscado pregar o equilíbrio, a civilidade, a racionalidade, a capacidade do convívio entre os diferentes. E esta feira representa isso, a pluralidade do pensar", justificou. Ursula Vidal, titular da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), pasta responsável pela realização da Feira, saudou o Governo do Estado por "remar contra a maré que tenta nos distanciar de nossas humanidades". Ela reforçou o papel essencial da programação de celebrar a riqueza de nossa diversidade, a potência daquilo que nos significa, nas multitudes de saberes."Este ano, a Feira transbordará ainda sua maré literária a outros territórios. Já estivemos em Altamira, chegaremos a Parauapebas, Marabá, Santarém e Bragança sempre trilhando um caminho que nos levará a mais cidades. Homenageamos dois educadores e temos a honra de lançar duas de suas obras, livros singulares e emblemáticos de suas produções literárias e acadêmicas. São mais de duas mil pessoas envolvidas nessa construção de uma cidade de sonhar, do livro, da leitura, da voz e palavra. Gratidão ao governador, que tem acreditado de maneira estimulante no trabalho desta equipe notavelmente dedicada, encharcada de sonhos e ideias", reconheceu.Presidente do Conselho Editorial do Senado Federal, o senador Randolfe Rodrigues, do Amapá, participou da cerimônia e se disse pessoalmente fã de Zélia e João, e também reconheceu a Feira como uma declaração de amor à diversidade no momento em que região mais precisa. "Quem tem que declarar amor a Amazônia, primeiramente, somos nós. Por isso essa feira é simbólica nesse sentido. Cumprimento o governador por dizer que não podemos ter vergonha de pedir apoio quando precisamos. Em momentos de ódio, essa feira é proclamação do amor", elogiou.(Agência Pará)Foto: Mário Quadros

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