Notícias

23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes termina como uma das mais importantes do país
02/09/2019

23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes termina como uma das mais importantes do país

23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes encerra com sucesso de público e vendas“O modelo da Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é um exemplo que deve ser copiado e levado para todo o País”. A opinião é do presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL), Bernardo Gurbanov, que fez um balanço do evento para a imprensa na noite deste domingo (1) ao lado da secretária de Estado de Cultura, Ursula Vidal. Bernardo afirmou que o evento paraense é o único nesses moldes que oferece recursos para professores da rede pública adquirirem livros.“Esta é a única Feira no Brasil que destina 5 milhões de reais para compra de livros por parte dos professores da rede pública. O Credlivro é um exemplo que precisa ser federalizado. Verificamos que uma grande parte dos negócios feitos na Feira pelos estandes veio do Credlivro.Isso sim é democratizar o acesso ao livro e à leitura. Nesse sentido, é o melhor exemplo de modelo vitorioso de Feiras para o Brasil”, enfatizou.Mais de 410 mil visitantes passaram pelo Hangar para prestigiar o evento Além dos negócios gerados a partir do Credlivro, a 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes apresentou outros números grandiosos. De acordo com a secretária Ursula Vidal, foram mais de 410 mil visitantes – público superior, portanto, ao registrado em 2018, que foi de 370 mil – e uma movimentação financeira de R$ 14,5 milhões, com 805 mil livros vendidos.Desses, um dado em especial deixou a organização do evento bastante satisfeita em comparação com a edição passada do evento: subiu de R$18 mil para R$54 mil o volume de vendas registradas no estande do escritor paraense.Arena Multivozes recebeu milhares de pessoas em palestras, mesas redondas e outras programações ao longo do evento“A Feira faz parte do calendário e é patrimônio cultural do Pará. Estamos bem felizes porque a população abraçou o conceito das Multivozes, esse encontro de pluralidade e diversidade que forma o que somos: a nossa gente. Outra coisa que nos enche de alegria é a valorização dessa produção literária que é nossa e reflete as vozes da cidade e do Estado”, enfatizou Ursula Vidal.A secretária também se comprometeu a, em 2020, buscar realizar uma Feira tão representativa e abrangente quanto esta. “A nossa produção é multicultural, por isso ela é a Feira das Vozes, da música, do teatro, da dança, dos educadores e educadoras que estão nas escolas desenvolvendo o gosto pela leitura e da gente do nosso Estado, que tem sede de cidadania cultural”, completou.Arena Walcyr Monteiro recebeu diversas programações infanto-juvenisAo longo dos últimos nove dias, a Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes ocupou uma área de mais de 4 mil metros quadrados no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. Foram, ao todo, 197 estandes que abrigaram 400 editoras. Havia, também, um espaço dedicado à economia criativa, com 14 artesãos e 10 empreendedores de cultura alimentar. Ao todo, esse espaço movimentou mais de R$ 165 mil em negócios.Atrações Todos os dias, na Arena Multivozes, a Feira proporcionou ao público visitante da Feira o encontro com autores locais e nacionais, cuja produção dialoga com as diferentes Multivozes escolhidas para dar o tom do evento. Por lá, passaram nomes como Conceição Evaristo; Djamila Ribeiro; Xico Sá, entre outros. Liniker foi uma das artistas que se apresentaram na área externa da 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das MultivozesJá na área externa do Hangar, um palco foi montado para shows musicais. Por lá, se apresentaram artistas como Liniker e os Caramelows; Ellen Oléria; Keila; Dona Onete; Arraial do Pavulagem, entre outros.Interiorização Nos próximos meses, a Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes vai chegar a novos territórios do Estado. Além de Marabá e Santarém, onde já haviam programações relacionadas ao evento nos últimos anos, a Feira também será levada, de maneira inédita, para Parauapebas e Bragança na seguinte ordem: de 11 a 15 de setembro em Parauapebas; de 21 a 28 de setembro em Marabá; de 9 a 17 de novembro em Santarém, e de 4 a 9 de dezembro em Bragança.Números da 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes:Público consolidado – 410 mil pessoasMovimentação financeira – R$ 14,5 milhõesEmpregos gerados – 2 milLivros vendidos – 805 mil exemplaresPúblico na Arena Multivozes – 12,8 mil pessoasPúblico na Arena “Walcyr Monteiro” – 10,2 mil pessoasPúblico no palco externo – 24 mil pessoasServiço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes foi uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que aconteceu entre 24/08 e 01/09 no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento esteve aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca.Texto: Elck OliveiraFotos: Mário Quadros, Maycon Nunes, Paulo Favacho e Ricardo Amanajás

Ler mais...
Mistura de ritmos da periferia encerra 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes
02/09/2019

Mistura de ritmos da periferia encerra 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes

Um show pra ficar na memória. A cantora Aíla e os MCs Pelé do Manifesto e Bruno B.O se apresentaram juntos no show de encerramento da 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, que movimentou Belém durante 9 dias reunindo um público superior a 400 mil pessoas no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. Para Pelé do Manifesto, que abriu a programação na arena externa da Feira, esta foi a melhor edição do evento dos últimos anos pelo fato de oportunizar as pessoas o direito de expressar seus sentimentos, seu trabalho e sua condição cultural. A cantora Aíla também não poupou elogios à organização da Feira do Livro de 2019.Pelé do Manifesto pediu que o formato da feira permaneça respeitando as vozes das ruas e todos os seus segmentos sociais e culturais. O cantor de rap, que também é poeta, utiliza sua música e seu trabalho em projetos sociais e pedagógicos em escolas públicas do Pará e do Brasil afora. Ele disse que, em 11 anos de atuação, já visitou mais de 120 escolas públicas. “Eu quero muito voltar à Feira do Livro ano que vem, mas desta feita como escritor. Quero lançar meu livro de poesias aqui, juntamente com meus amigos, meu público e minha família”, disse, dizendo ainda estar muito contente com o sucesso do show. “Foi uma honra encerrar a Feira do Livro dessa forma, pois o rap é uma dissidência do hip hop e tem um público cativo e muito carinhoso em Belém”, completou.O segundo represente do rap paraense a subir no palco foi o Bruno B.O. Ele misturou sucessos autorais com músicas conhecidas do público. “O movimento do rap paraense está agradecido à organização da Feira do Livro, que neste ano inovou de forma maravilhosa ouvindo as vozes de mulheres, de comunidades tradicionais e, principalmente, dos artistas urbanos, que têm uma produção fantástica no Pará”, disse.A cantora Aíla também destacou seu orgulho de representar a sonoridade do movimento rap. A jovem morou no bairro da Terra Firme por 25 anos e agora está em São Paulo trabalhando e aperfeiçoando sua técnica e ritmo. Ela lançou seu primeiro disco em 2012, o segundo em 2016 e agora prepara um terceiro baseado em ritmos mais trabalhados e baseados na diversidade cultural.Sobre a Feira, a cantora destacou sua felicidade em fazer o show de encerramento e ainda fez uma surpresa convidando a cantora Keila ao palco para uma participação especial. O show de encerramento da 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes reuniu muitos jovens e deixou aquele gostinho de quero mais. Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes foi uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que aconteceu entre 24/08 e 01/09 no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento esteve aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca.Texto: Selma AmaralFotos: Paulo Favacho

Ler mais...
Influências da literatura periférica regional são discutidas em mesa redonda no último dia da Feira
02/09/2019

Influências da literatura periférica regional são discutidas em mesa redonda no último dia da Feira

A mesa redonda “Literatura Periférica nas Escolas”, realizada na Arena Multivozes no último dia da 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, reuniu os escritores paraenses Rosinaldo Pinheiro e Preto Michel. Na ocasião falaram de suas obras e experiências como autores.Lançando o seu primeiro livro, “Lado Preto da Poesia”, Preto Michel coloca em seus versos toda a vivência das periferias de Belém com realidades que causam identificação. “Minha periferia é periférica, então lá tem tudo. Amor, rancor, felicidade e vários sentimentos. Quando eu escrevo, me inspiro na situação que eu vivo, o que eu vejo nas pessoas”, conta.Para o autor, a valorização dos escritores e obras paraenses é de extrema importância. “A importância é que as pessoas possam ler mais os escritores paraenses, reconhecer essa obra literária e viver essas obras para que elas sejam referências na literatura”, afirma.Criador da revista em quadrinhos “A Turma do Açaí”, Rosinaldo Pinheiro aposta em gírias paraenses com personagens que retratam o dia a dia da população ribeirinha. “A Turma do Açaí vem de Igarapé-Miri porque eu sou de lá, mas moro na Terra Firme há mais de 20 anos. Me baseei muito na minha família e no meu avô que já faleceu, me baseio na vida ribeirinha que fez parte da minha realidade”, conta.O principal meio de divulgação do artista é por meio das redes sociais. Ele conta que é a primeira vez que participa de um evento no qual pode falar sobre sua obra. “Foi uma experiência muito boa e eu fiquei muito feliz por estar presente na Feira e poder falar do meu trabalho", comentou.Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes foi uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que aconteceu entre 24/08 e 01/09 no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento esteve aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca.Texto: Gabriel MarquesFotos: Ricardo Amanajás

Ler mais...
Encontro Literário com o escritor Xico Sá encerra programação da Arena Multivozes
02/09/2019

Encontro Literário com o escritor Xico Sá encerra programação da Arena Multivozes

A experiência de anos de carreira do jornalista e escritor Xico Sá foi compartilhada com o público presente no último dia da 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes. No encontro literário, o autor destacou muitas de suas vontades e preferências como autor.Com obras como “Sertão Japão”, “Big Jato” e “O Livro das Mulheres Extraordiárias” , Xico explica que a melhor parte de ser autor é poder estar em espaços de interação com o público. “A parte de ser escritor que eu mais gosto é não ficar muito naquelas de lançar um livro, ir até as livrarias e ficar lá andando sozinho”, conta ele, que diz gostar do contato com o leitor.Ainda segundo o autor, a proximidade com o público permite o despertar da leitura por parte de pessoas que muitas vezes não conhecem a obra. “A gente conversa com quem já leu alguma obra tua e acaba também instigando novos leitores. Quantas vezes eu saí de feiras literárias e, uma semana depois, recebi e-mails de pessoas que tinham começado a ler minhas obras?”, lembra.Para Xico Sá, estar na Feira do Livro e das Multivozes pela primeira vez é muito especial. “É muito bom estar em Belém mais uma vez, na Feira Pan Amazônica é a minha primeira vez, então estou muito feliz, principalmente por encerrar a programação na Arena Multivozes”, conta.Nascido em Crato (Ceará), Xico Sá começou a carreira de jornalista em Recife e atuou por anos como repórter investigativo. É colunista da Folha de São Paulo e comentarista em diversos programas televisivos, além de autor de mais de 10 livros e crônicas variadas.Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes foi uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que aconteceu entre 24/08 e 01/09 no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento esteve aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca.Texto: Gabriel MarquesFotos: Paulo Favacho

Ler mais...
Arena Walcyr Monteiro vibra com sarau de Hip Hop no último dia da Feira
02/09/2019

Arena Walcyr Monteiro vibra com sarau de Hip Hop no último dia da Feira

O sarau do Movimento Hip Hop Organizado lotou a Arena Walcyr Monteiro, da 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, neste domingo (1), último dia do evento. O público foi ao delírio com desafios entre os dançarinos do ritmo e apresentações dos DJs Ênfase e Negrada e da DJ Nani, representantes oficiais do Hip-Hop Gospel no Estado do Pará.“Pra nós é uma honra muito grande estar aqui na Feira do Livro, com esse público maravilhoso aplaudindo nosso trabalho que já foi tão discriminado pela sociedade”, disse o DJ Ênfase, que é pastor titular a Igreja Evangélica Torrente do Norte e formado em Teologia e Pedagogia. “Estamos muito felizes por essa oportunidade e agradecemos ao Governo do Estado por frequentar a Feira do Livro e encontrar essa plateia incrível” completou a DJ Nani, voz feminina na batalha dos DJs.O Movimento Hip Hop organizado tem a finalidade de resgatar, por meio da música e da dança, os jovens que estejam envolvidos com o mundo da criminalidade ou uso de drogas. Segundo Domingos Santos, as vidas resgatadas são levadas para projetos de educação, música e incentivo educacional. O rapaz comanda há 15 anos um grupo hip hop organizado no bairro do Icuí, em Ananindeua. “Cada convite que recebemos é uma honra”, disse. O público foi ao delírio com a apresentação dos dançarinos e o ritmo contagiante do hip hop no último dia da Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes de 2019.Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes foi uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que aconteceu entre 24/08 e 01/09 no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento esteve aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca.Texto: Gabriel MarquesFotos: Ricardo Amanajás

Ler mais...
Espetáculo “Os Fuzis da Senhora Carrar” é encenado na Arena Walcyr Monteiro neste domingo (1)
02/09/2019

Espetáculo “Os Fuzis da Senhora Carrar” é encenado na Arena Walcyr Monteiro neste domingo (1)

O grupo teatral “Drama Rasgado” apresentou na Arena Walcyr Monteiro o espetáculo “Os Fuzis da Senhora Carrar”, um texto do dramaturgo Bertold Brecht escrito em 1937 e que fez muito sucesso nos anos seguintes na velha Europa. A história se passa em um pequeno vilarejo que enfrenta as agruras da guerra civil espanhola. A viúva Tereza Carrar, mãe de José e Juan, faz de tudo para evitar que seus filhos partam para o conflito armado.Na trama, personagens importantes como o irmão Pedro e a viúva senhora Pérez também tentam induzi-la a liberar os filhos para lutar na guerra, fato que só ocorre quando o filho Juan é encontrado morto pelos familiares e Tereza também resolve lutar junto com os resistentes e enfrentar as forças dos generais.A direção do espetáculo é de Karine Jansen. A atriz Larissa Latife, que interpreta a senhora Carrar, agradeceu à organização da Feira do Livro pela oportunidade de apresentar o espetáculo baseado no texto de um dos maiores dramaturgos da história mundial do teatro.O grupo deixou o convite para prestigiar a próxima temporada da peça, que acontece no mês de novembro. O elenco da companhia “Drama Rasgado” é formado por Larissa Latife (Senhora Carrar), Cláudia Gomes (Senhora Pérez), Augusto Aragão (José), Fernando Sarmento (Pedro) e Isabela Valentina (namorada de Juan).A apresentação do grupo foi muito elogiada pelo público, que ao final fez questão de cumprimentar o elenco. A Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes encerra neste domingo, 1º, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia.Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes foi uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que aconteceu entre 24/08 e 01/09 no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento esteve aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca.Texto: Elck OliveiraFotos: Ricardo Amanajás

Ler mais...
Shayra Mana Josi fala sobre a poesia feminina na Arena Multivozes
02/09/2019

Shayra Mana Josi fala sobre a poesia feminina na Arena Multivozes

Feminismo, negritude, periferia, hip-hop e poesia. Essas foram as palavras-chave da palestra “Literatura Periférica: vozes femininas na poesia em Belém do Pará”, ministrada pela poeta e rapper Shayra Mana Josy na tarde deste domingo (1), dia dedicado às vozes urbanas na 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, que chega ao fim após uma jornada de 9 dias de programação.Shayra lembrou a sua militância de 21 anos no movimento hip-hop e o nascimento do coletivo “Slam Dandaras do Norte”, que surgiu em 2017 com o intuito de reunir mulheres que desejassem escrever poesias ou “tirar da gaveta” as suas produções.“Achamos que seria mais difícil reunir mulheres que fizessem poesia porque ainda há grande preconceito e silenciamento das mulheres no movimento hip-hop. A poesia se tornou o caminho mais viável”, contou.Nesse caminho, as mulheres do coletivo também cruzaram com o projeto “Leia Mulheres de Belém”, de Carol Magno, que realiza uma espécie de antologia das produções femininas em Belém. O movimento das “Dandaras” cresceu e chegou a ser convidado para mostrar sua experiência inclusive em outros Estados.“A nossa poética ainda incomoda, mesmo que estejamos trabalhando ela em espaços específicos que são nossos. Porque a sociedade e o machismo não querem que estejamos lá. Por isso, o coletivo é fechado para mulheres. É um espaço de fortalecimento e, se preciso, vai para o enfrentamento”, pontuou Shayra. Entre os temas tratados nas produções do coletivo, estão questões como machismo, racismo, violência doméstica e a vida na periferia de Belém. No meio desse trabalho junto ao grupo, Shayra conseguiu, por meios próprios, lançar o seu primeiro livro autoral – Po Eu Sia – lançado em novembro do ano passado e que já teve textos aproveitados em escolas e até faculdades do Estado.“É muito legal quando alguém te reconhece como escritora, poeta. É um lugar que a gente imagina que nunca vai chegar”, frisou.A psicóloga Ana Silva foi uma das mulheres que abraçaram o coletivo como esse espaço de fala e de encontro do próprio "eu". Ela passou a escrever mais a partir da experiência com as “Dandaras”. “Hoje digo que sou poeta porque é assim que eu me sinto. A mulher, por si só, é uma poesia. E, a partir do momento em que a gente fala e escreve, a gente se torna escritor, poeta. Me sinto muito mais completa hoje”, enfatizou.A escritora Eliana Barriga acompanhou a palestra e parabenizou Shayra e o coletivo das “Dandaras” pelo trabalho. “Também sou escritora e sei das dificuldades que a gente enfrenta para ter espaço e fazer essa produção chegar às pessoas. Feliz de ver as mulheres chegando e ocupando todos os lugares”, pontuou.Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes foi uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que aconteceu entre 24/08 e 01/09 no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento esteve aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca.Texto: Elck OliveiraFotos: Maycon Nunes

Ler mais...
Contação e rede de conversas encerram programação infantil no estande da Ioepa
02/09/2019

Contação e rede de conversas encerram programação infantil no estande da Ioepa

Contação de histórias do grupo Girandolando e intermediações de leitura com roda de conversas sobre as ações desenvolvidas no Espaço Cultural Nossa Biblioteca, do Guamá, encerraram a programação do espaço infantil “Criança, Paz e Conhecimento”, no estande da Imprensa Oficial do Estado, neste domingo (1). A contação, que começou 10h30, foi livre e movimentou o público que visitava o último dia da Feira. Gisele Gris, Cris Rodrigues e Rita Melem envolveram crianças, jovens e adultos que passavam pelo estande da Ioepa com um repertório de histórias e músicas autorais. Por volta das 16h, as mediadoras de leitura Sabrina Souza, Joana Chagas, Mineia Braga e Rita Melem envolviam o público com histórias variadas. O momento contou com a participação do contador mirim, Ariel Benício, de 11 anos, que faz parte do grupo Girândolas de contação de história.Ariel começou a contar histórias desde cedo, incentivado pelo pai, também contador. “Eu inventei uma música e o público gostou. Desde aí comecei a acompanhar meu pai nas contações de história e a contar histórias também. E não parei mais”, disse o rapaz, que aproveitou para contar a história “Por que os mosquitos vivem nos ouvidos dos humanos?”.Logo depois, foi a vez da roda de conversa com as mediadoras de leitura do Espaço Cultural Nossa Biblioteca, Néa Braga e Sabrina Souza, falarem sobre o “enraizamento comunitário”, sobre as ações do projeto que atua há 42 anos na promoção da leitura como direito humano no bairro do Guamá. Além disso, o projeto atende cerca de 5 mil pessoas por mês com atividades de formação de mediadores, mediação de leitura, literatura, teatro, dança, entre outras linguagens artísticas.A ação foi realizada pelo Portal do Conhecimento, coordenada por Ellana Silva em parceria com a Rede de Bibliotecas Comunitárias Amazônia Literária e a Rede de Contadores de Histórias do Pará (Recontah). Teve articulação de Rita Melem, que todos os dias trouxe para o estande vários contadores de histórias e mediadores de leitura com a promoção de rodas de conversas, quintais literários, sarais literomusicais, entre outras ações envolvendo a participação de crianças, jovens e adultos que passaram pela Feira do Livro.Serviço:A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes foi uma ação do Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) que aconteceu entre 24/08 e 01/09 no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. O evento esteve aberto para visitação entre 10h e 21h com entrada franca.Ascom/Ioepa

Ler mais...